Os sistemas que darão suporte à reforma tributária sobre o consumo seguem em fase de desenvolvimento e testes para entrada em operação prevista a partir de janeiro de 2027. Após a realização de projetos-piloto em 2025, o novo ambiente tecnológico da reforma está atualmente em etapa beta, com validações operacionais voltadas à integração entre empresas, administrações tributárias e plataformas fiscais.
As informações foram detalhadas por Robson Lima durante entrevista concedida à CDTV, do Portal Convergência Digital, durante o Fórum TIC na Reforma Tributária, promovido pela Network Eventos.
Segundo o gerente do projeto estratégico da reforma tributária, parte das funcionalidades já foi disponibilizada para testes dos contribuintes, enquanto outros módulos seguem em desenvolvimento para garantir a implementação do novo modelo tributário nacional.
A criação da nova estrutura tributária brasileira depende diretamente da implantação de sistemas digitais capazes de processar as operações vinculadas aos novos tributos sobre o consumo.
Após os testes iniciais realizados em 2025, o ambiente entrou em etapa beta neste ano, permitindo análise mais ampla das funcionalidades e identificação de ajustes necessários antes da operação definitiva.
Empresas já acompanham impactos nos ERPs e sistemas fiscais
A implementação tecnológica da reforma tributária deve impactar diretamente empresas, departamentos fiscais e escritórios de contabilidade.
A adaptação exigirá atualização de:
- ERPs;
- Plataformas de emissão fiscal;
- Sistemas de apuração;
- Integrações via API;
- Rotinas de compliance tributário.
A tendência é que as empresas precisem revisar parametrizações fiscais e fluxos operacionais para adequação às novas exigências do modelo tributário que substituirá gradualmente tributos atuais sobre consumo.
Novo modelo tributário exigirá preparação antecipada
A implantação da reforma tributária deverá ocorrer de forma gradual, mas empresas já vêm acompanhando o desenvolvimento dos sistemas devido aos impactos operacionais previstos.
Entre os pontos de atenção para a área contábil e fiscal estão:
- Adequação tecnológica;
- Treinamento de equipes;
- Revisão de processos internos;
- Atualização das regras de apuração tributária.
A preparação antecipada é considerada necessária porque o novo modelo dependerá fortemente de automação, integração eletrônica e validação digital das operações fiscais.
Sistemas devem entrar em operação em 2027
A previsão é que o novo ambiente tecnológico esteja apto para operação em janeiro de 2027, acompanhando o cronograma da reforma tributária.
Até lá, os sistemas continuarão passando por etapas de desenvolvimento, homologação e testes com participação de empresas e instituições envolvidas no projeto.
Durante entrevista ao Portal Convergência Digital, Robson Lima afirmou que os resultados obtidos até o momento na fase beta vêm sendo considerados positivos dentro do cronograma de implementação.
Com informações do Convergência Digital












