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AUTOMAÇÃO FISCAL

Duplicatas acendem alerta para bancos: 62% das empresas levam mais de 20 dias para registrar notas

Atrasos no registro de notas fiscais expõem empresas a novos riscos com a duplicata escritural

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Automação fiscal: 87% das empresas declaram ter, mas gargalos persistem

Duplicatas acendem alerta para bancos: 62% das empresas levam  mais de 20 dias para registrar notas

A automação fiscal ainda não tem sido suficiente para eliminar gargalos operacionais nas empresas. Levantamento da V360 mostra que, embora 87% das companhias afirmem possuir automação fiscal, 62,2% ainda levam mais de 20 dias para registrar notas fiscais em seus sistemas. Em meio à implementação da duplicata escritural, esse intervalo pode comprometer a validação adequada de títulos, aumentar fricções no pagamento a fornecedores e expor companhias a uma nova camada de risco operacional. Para bancos e instituições financeiras, a demora também acende um alerta, já que a qualidade e a tempestividade das informações do sacado passam a influenciar diretamente a análise de risco, a segurança das operações de crédito e a validação dos recebíveis usados em financiamentos.

Essa mudança impacta não apenas quem antecipa recebíveis, mas também quem paga e quem financia essas operações, já que o sacado passa a ter papel ainda mais relevante na confirmação das informações e na consistência do fluxo de contas a pagar. Para os bancos, isso significa que falhas, atrasos ou divergências no registro de notas podem dificultar a leitura sobre a existência, validade e qualidade dos títulos, elevando a necessidade de processos mais robustos de conferência e gestão de risco.

Com a duplicata escritural, registradoras passam a exercer papel mais relevante na validação, rastreabilidade e acompanhamento das operações, ampliando a necessidade de consistência entre informações fiscais, financeiras e contratuais ao longo do ciclo do título. A mudança, portanto, não está na “exposição de erros ocultos”, mas no aumento do nível de disciplina operacional exigido das empresas.Na prática, isso significa que divergências entre nota fiscal, pedido, recebimento de mercadoria ou serviço e obrigação de pagamento tendem a exigir processos mais claros, integrados e rastreáveis por parte do sacado.Na prática, isso significa que divergências entre nota fiscal, pedido, recebimento de mercadoria ou serviço e obrigação de pagamento tendem a exigir processos mais claros, integrados e rastreáveis por parte do sacado.Para as instituições financeiras, essa rastreabilidade também se torna essencial para reduzir incertezas na concessão de crédito lastreado em recebíveis e mitigar riscos associados a informações incompletas, inconsistentes ou registradas fora do tempo adequado.

Para Izaias Miguel, CEO da V360, a principal transformação não é apenas regulatória, mas operacional. “A mudança não é porque surgem novos erros, mas porque o ambiente passa a exigir um nível maior de organização, rastreabilidade e capacidade de resposta. O desafio está em adaptar processos para operar dentro dessa nova lógica”, afirma.

Na avaliação do executivo, o novo ambiente amplia a importância do risco operacional dentro da gestão financeira. Questões como atualização tempestiva de informações, rastreamento do ciclo das duplicatas e gestão adequada dos fluxos de pagamento ganham peso maior em um ambiente mais estruturado e integrado.Para as empresas sacadas, isso torna o contas a pagar uma área ainda mais estratégica, já que a capacidade de validar informações, identificar inconsistências e responder dentro dos prazos passa a ter impacto direto na segurança da operação.Para as empresas sacadas, isso torna o contas a pagar uma área ainda mais estratégica, já que a capacidade de validar informações, identificar inconsistências e responder dentro dos prazos passa a ter impacto direto na segurança da operação.

Esse desafio ganha dimensão ainda maior quando observado em escala. Em dezembro de 2025, a V360 processou R$ 57,3 bilhões em mais de 2,6 milhões de documentos fiscais, volume que ilustra a complexidade operacional envolvida na gestão desses fluxos e reforça como consistência de dados e rastreabilidade tendem a ganhar centralidade com a evolução da duplicata escritural.O volume também evidencia o tamanho do desafio enfrentado por empresas que precisam conciliar grandes massas de documentos, obrigações de pagamento e informações fiscais em ambientes cada vez mais integrados.O volume também evidencia o tamanho do desafio enfrentado por empresas que precisam conciliar grandes massas de documentos, obrigações de pagamento e informações fiscais em ambientes cada vez mais integrados.Em um mercado no qual os bancos dependem da qualidade dessas informações para estruturar, precificar e validar operações de crédito, a baixa maturidade operacional das empresas pode se tornar um fator de fricção para toda a cadeia financeira.

Enquanto parte do mercado ainda trata a duplicata escritural como um tema predominantemente regulatório, empresas mais maduras começam a antecipar a adaptação como uma agenda de eficiência operacional. Com processos estruturados e dados integrados, ganham previsibilidade, reduzem fricções e fortalecem controles em um ambiente que passa a exigir maior precisão na execução.

Executivos do setor têm comparado essa evolução a outros movimentos de modernização da infraestrutura financeira brasileira, em que a tecnologia não apenas cria novas regras, mas redefine padrões operacionais. Nesse contexto, a duplicata escritural tende a impulsionar maior governança sobre o contas a pagar, a validação de obrigações financeiras e a relação entre empresas, fornecedores e instituições financeiras.

A transição, no entanto, exige mais do que adequação regulatória. “Não se adaptar não é apenas uma questão de eficiência, mas de capacidade de operar com segurança em um ambiente mais exigente”, afirma Miguel.

No novo modelo, o diferencial competitivo passa a estar menos em apenas compreender a regulação e mais em conseguir operar com consistência, rastreabilidade e controle. Para as empresas, a agenda passa a ser menos sobre reação regulatória e mais sobre preparação operacional.E, para o sacado, essa preparação passa diretamente pela maturidade do contas a pagar, pela qualidade dos dados internos e pela capacidade de validar obrigações financeiras com precisão.E, para o sacado, essa preparação passa diretamente pela maturidade do contas a pagar, pela qualidade dos dados internos e pela capacidade de validar obrigações financeiras com precisão.

Fonte: Levantamento da V360 mostra descompasso entre automação fiscal declarada e maturidade operacional das empresas no contas a pagar

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