Os microempreendedores individuais (MEIs) seguem liderando a abertura de empresas no Brasil em 2026 e já representam 78% de todos os novos negócios formalizados no país neste ano. Um levantamento divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal do Brasil (RFB), mostra que mais de 1,59 milhão de MEIs foram registrados entre janeiro e abril.
O desempenho impulsionou o segmento dos pequenos negócios, que ultrapassou a marca histórica de 2 milhões de novas empresas abertas no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo especialistas, o avanço reflete principalmente a busca por autonomia financeira, renda própria e facilidade de formalização oferecida pelo modelo simplificado do MEI.
Pequenos negócios concentram quase todos os novos CNPJs
Quando somados os registros de MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, os pequenos negócios responderam por 97% de todas as empresas abertas no Brasil nos quatro primeiros meses do ano.
A consolidação do MEI como principal porta de entrada para o empreendedorismo brasileiro está diretamente ligada à baixa burocracia e ao regime tributário simplificado, fatores que incentivam trabalhadores informais a migrarem para a formalização.
Além da emissão de notas fiscais e acesso facilitado a crédito, o modelo também garante cobertura previdenciária e maior segurança jurídica para profissionais autônomos.
Serviços e logística lideram crescimento
O setor de Serviços manteve ampla liderança na abertura de empresas em 2026, concentrando aproximadamente 64% dos novos registros do período.
O avanço acompanha o crescimento das plataformas digitais, aplicativos de entrega, comércio eletrônico e serviços prestados de forma independente.
Entre as atividades econômicas com maior número de formalizações, os serviços de malote e entrega lideraram o ranking, com 133,5 mil novos negócios registrados.
Na sequência aparecem o transporte rodoviário de cargas, com 121,6 mil formalizações, e o setor de publicidade e marketing digital, que somou 98 mil novos registros impulsionados pela expansão da criação de conteúdo e da economia digital.
O segmento de cabeleireiros e serviços de beleza também apresentou forte crescimento, com 91,6 mil novos empreendimentos formalizados.
Contabilidade ganha papel estratégico
O crescimento acelerado dos pequenos negócios também amplia a importância dos profissionais e escritórios de contabilidade no suporte aos empreendedores.
Embora o processo de abertura do MEI seja simplificado, especialistas alertam que muitos negócios ultrapassam rapidamente o limite anual de faturamento permitido pela categoria, atualmente fixado em R$ 81 mil.
Nesses casos, o acompanhamento contábil torna-se fundamental para orientar a migração correta ao Simples Nacional, evitar desenquadramentos irregulares e reduzir riscos fiscais.
Com os pequenos negócios respondendo pela maior parte dos novos empregos e movimentando economias locais em todo o país, o MEI se consolida em 2026 como um dos principais motores da atividade econômica brasileira.













