A Receita Federal informou nesta quinta-feira (11) que não identificou qualquer invasão, vazamento ou comprometimento de seus sistemas após a circulação de informações sobre um suposto incidente envolvendo dados de contribuintes. Em nota oficial divulgada após reportagem publicada por um site especializado em tecnologia nesta quarta-feira (10), o órgão afirmou que os dados mencionados não têm relação com suas bases e que o conteúdo divulgado se refere a informações antigas já conhecidas pelas autoridades desde 2021.
Segundo a Receita, os registros que voltaram a circular são majoritariamente referentes ao ano de 2019 e estão associados a um incidente amplamente divulgado à época. O Fisco esclareceu que não há evidências de que os dados tenham sido extraídos de seus sistemas ou que tenha ocorrido qualquer comprometimento de suas estruturas tecnológicas.
O posicionamento foi divulgado para esclarecer informações que vinham sendo compartilhadas nas redes sociais e em plataformas digitais, levantando dúvidas sobre a segurança das bases administradas pelo órgão.
Receita afirma que dados não têm origem comprovada em seus sistemas
De acordo com a nota oficial, a associação das informações à Receita Federal não possui comprovação técnica. O órgão destaca que a presença de números de CPF em conjuntos de dados não permite identificar, por si só, a origem das informações.
Isso ocorre porque o CPF é utilizado há décadas em cadastros públicos e privados no Brasil, estando presente em diversas bases de dados administradas por diferentes entidades e organizações.
A Receita ressaltou ainda que a reutilização de bases antigas em ambientes digitais é uma prática recorrente e que, em muitos casos, não há qualquer elemento que permita vincular o conteúdo a um órgão específico.
Por esse motivo, o Fisco orienta que alegações sobre supostos vazamentos sejam verificadas com cautela e com base em informações oficiais antes de serem compartilhadas.
Reaproveitamento de bases antigas já foi identificado anteriormente
No comunicado, a Receita Federal informou que os dados mencionados na reportagem correspondem, em grande parte, a informações que já circulavam na internet e eram de conhecimento das autoridades desde 2021.
Segundo o órgão, a recirculação desse tipo de material costuma ocorrer sem a apresentação de evidências sobre sua origem ou sobre a existência de novos incidentes de segurança.
A Receita destacou que o reaproveitamento de bases antigas pode gerar interpretações equivocadas sobre supostos vazamentos recentes, especialmente quando as informações são apresentadas sem contexto ou sem comprovação técnica.
O órgão reforçou que o caso segue sendo acompanhado em conjunto com as autoridades competentes.
Receita alerta para disseminação de informações falsas
A nota também afirma que a atribuição indevida de bases de dados à Receita Federal pode ser utilizada para conferir aparente legitimidade a informações cuja procedência não foi comprovada.
Segundo o órgão, esse tipo de prática é comum em ambientes criminosos que tentam aumentar o valor comercial de conjuntos de dados antigos por meio da associação a instituições públicas de grande alcance.
A Receita Federal alertou que a divulgação de conteúdos sem a devida checagem pode contribuir para a disseminação de desinformação e gerar preocupação indevida entre cidadãos e contribuintes.
Diante disso, o Fisco recomenda que informações sobre supostos incidentes de segurança envolvendo órgãos públicos sejam confirmadas por canais oficiais antes de serem reproduzidas.
Segurança da informação continua sendo monitorada
Em seu posicionamento, a Receita Federal reiterou que mantém procedimentos de proteção e monitoramento voltados à segurança de suas informações e sistemas.
O órgão informou que continua acompanhando o caso e atuando em articulação com as instituições responsáveis pela investigação e prevenção de incidentes cibernéticos.
A Receita também reforçou que não identificou qualquer evidência de acesso indevido, invasão ou vazamento relacionado às bases sob sua administração.
Com a manifestação oficial, o órgão busca esclarecer as informações que circularam nos últimos dias e afastar a vinculação do suposto vazamento aos sistemas da administração tributária federal.

Marcelo Camargo/Agência Brasil 










