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CVM e Receita Federal integrarão cadastros de CNPJ de empresas do mercado de capitais

Acordo de cooperação técnica busca unificar procedimentos cadastrais, ampliar o compartilhamento de informações e tornar mais ágeis os processos envolvendo empresas registradas na Comissão de Valores Mobiliários.

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CVM e Receita Federal integrarão cadastros de CNPJ

CVM e Receita Federal integrarão cadastros de CNPJ de empresas do mercado de capitais

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou um Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para integrar os procedimentos relacionados ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas e demais participantes registrados na autarquia. A decisão foi aprovada pelo colegiado da CVM em reunião realizada nesta terça-feira (14) e divulgada na quarta-feira (16).

Segundo a CVM, a parceria permitirá integrar os procedimentos de cadastro, alteração de dados e baixa do CNPJ, além de ampliar o intercâmbio de informações cadastrais entre os dois órgãos. O objetivo é tornar a coleta, o tratamento, o compartilhamento e o armazenamento dessas informações mais eficientes e seguros.

O que prevê o acordo

O acordo estabelece a cooperação entre a CVM e a Receita Federal para aperfeiçoar a gestão das informações cadastrais das pessoas jurídicas que atuam no mercado de capitais e estão registradas na autarquia.

Na prática, a integração abrangerá procedimentos relacionados a:

  1. Inscrição no CNPJ;
  2. Alteração de dados cadastrais;
  3. Baixa da inscrição;
  4. Compartilhamento de informações cadastrais entre os órgãos.

A iniciativa busca reduzir redundâncias nos processos administrativos e aumentar a consistência das informações utilizadas pelos dois órgãos.

Objetivo é modernizar processos administrativos

De acordo com o presidente da CVM, Otto Lobo, a cooperação representa um avanço na modernização da administração pública e no fortalecimento da atuação conjunta entre os órgãos.

Segundo ele, a integração dos procedimentos relacionados ao CNPJ deverá tornar os serviços mais ágeis, eficientes e seguros, beneficiando tanto as entidades registradas na CVM quanto a administração pública. O acordo também pretende melhorar a qualidade das informações utilizadas na supervisão e no desenvolvimento do mercado de capitais.

Vigência será de cinco anos

O Acordo de Cooperação Técnica terá vigência de cinco anos, contados da publicação no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado ou alterado por meio de termo aditivo.

O que muda para empresas e contadores

Embora o acordo não altere as regras de inscrição no CNPJ nem crie novas obrigações acessórias, ele tende a simplificar a troca de informações entre a Receita Federal e a CVM.

Na prática, a expectativa é que a integração reduza retrabalhos em procedimentos cadastrais envolvendo empresas reguladas pela autarquia, além de contribuir para maior consistência dos dados utilizados pelos órgãos públicos na fiscalização e supervisão do mercado de capitais.

Qual é o papel da CVM?

A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, com autonomia administrativa, financeira e orçamentária. Entre suas atribuições estão a regulamentação, o desenvolvimento e a fiscalização do mercado de capitais brasileiro, incluindo companhias abertas, fundos de investimento, administradores de carteira, intermediários e demais participantes desse mercado.

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