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IMPOSTO SELETIVO

Governo prevê Imposto Seletivo sobre bets, mas deve adiar envio do projeto

Tributo sobre apostas eletrônicas continua nos planos do governo, porém proposta deve ficar para um momento de menor tensão política.

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Governo deve adiar projeto do Imposto Seletivo sobre bets

Governo prevê Imposto Seletivo sobre bets, mas deve adiar envio do projeto

O governo federal continua trabalhando na criação de um Imposto Seletivo (IS) incidente sobre as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, mas deve adiar o envio da proposta ao Congresso Nacional. A avaliação é de que o momento político não é favorável para discutir uma nova tributação sobre o setor, o que levou a equipe econômica a postergar a medida.

A criação do tributo integra as discussões relacionadas à regulamentação do mercado de apostas e ao aperfeiçoamento da Reforma Tributária. A intenção é enquadrar as bets entre as atividades sujeitas ao Imposto Seletivo, mecanismo criado para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Projeto deve aguardar cenário político mais favorável

Segundo informações divulgadas por veículos especializados, a proposta está pronta para avançar, mas o governo optou por aguardar um ambiente político menos sensível antes de encaminhá-la ao Legislativo.

A avaliação é que a discussão sobre aumento da carga tributária para o setor de apostas pode gerar resistência no Congresso e ampliar o desgaste do Executivo, especialmente em meio a outras pautas econômicas prioritárias.

Apesar do adiamento, integrantes do governo indicam que o projeto não foi abandonado e deverá voltar à pauta quando houver maior espaço para negociação política.

Imposto Seletivo faz parte da Reforma Tributária

Criado pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentado pela Lei Complementar nº 214/2025, o Imposto Seletivo tem como finalidade desestimular o consumo de produtos e serviços considerados nocivos.

A regulamentação já prevê incidência sobre itens como cigarros, bebidas alcoólicas e determinados produtos minerais. Entretanto, o enquadramento das apostas eletrônicas ainda depende de regulamentação específica.

Caso o projeto avance, as bets passarão a integrar o rol de atividades sujeitas ao chamado "imposto do pecado", cuja finalidade vai além da arrecadação e busca influenciar o comportamento do consumidor.

Governo amplia controle sobre o setor

Enquanto a tributação adicional permanece em discussão, o governo vem ampliando a regulamentação das apostas esportivas.

Nesta semana, o governo sancionou a lei que destina parte da arrecadação proveniente da tributação das bets para fortalecer as atividades da Polícia Federal, especialmente no combate a crimes financeiros, lavagem de dinheiro e organizações criminosas ligadas ao setor. A norma também amplia as fontes de financiamento das ações de fiscalização do mercado regulado de apostas.

A regulamentação das apostas esportivas faz parte da estratégia do governo para aumentar a fiscalização do setor, elevar a arrecadação e reduzir práticas ilegais envolvendo plataformas de jogos online.

Com informações da Agência Senado


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