x

FRAUDES

Golpistas usam Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil para cobrar valores falsos

Abordagens podem prometer benefícios, renegociação de dívidas ou facilidades em troca de Pix e boletos; veja os principais sinais de alerta.

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

Golpistas usam Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil para cobrar valores falsos

Programas governamentais voltados ao apoio financeiro e social passaram a ser utilizados como isca em fraudes digitais. Criminosos se valem do nome de iniciativas conhecidas, como Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil, para apresentar ofertas falsas e induzir cidadãos a realizar pagamentos ou transferências.

A prática ganhou espaço com a ampliação dos serviços públicos digitais e ocorre por meio de abordagens que simulam comunicações ou atendimentos legítimos. Segundo a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), os golpes utilizam técnicas de engenharia social para adaptar a abordagem às expectativas das vítimas.

Fraudes exploram expectativas de quem busca benefícios

A estratégia dos criminosos consiste em associar uma falsa vantagem ao nome de um programa conhecido. A vítima é levada a acreditar que está diante de uma oportunidade relacionada a um serviço público e, a partir dessa abordagem, pode ser direcionada para realizar alguma operação financeira.

No Minha Casa, Minha Vida, uma das possibilidades é a oferta fictícia de prioridade na fila ou de aprovação garantida de financiamento. Para sustentar a promessa, o fraudador pode exigir um pagamento antecipado por Pix ou enviar um boleto que aparenta estar relacionado ao processo.

No Desenrola Brasil, a fraude pode ocorrer por meio de páginas ou aplicativos falsos que reproduzem características de canais do programa. O ambiente apresenta supostas condições para a renegociação de débitos e conduz a vítima à realização de um pagamento.

O problema ocorre quando o dinheiro transferido não é destinado à quitação da dívida ou ao serviço apresentado. O valor é recebido pelos próprios criminosos, que utilizam a falsa oferta como mecanismo para obter a transferência.

Pressa pode ser usada para induzir o pagamento

A forma como a mensagem é apresentada pode ajudar a identificar uma tentativa de fraude. Abordagens que criam a impressão de que o cidadão precisa agir imediatamente são um dos pontos que exigem atenção.

Avisos como “último dia” ou afirmações de que determinado benefício será cancelado podem ser utilizados para pressionar a vítima. A urgência reduz o tempo disponível para verificar se a comunicação realmente partiu de um órgão ou programa oficial.

Outro cuidado está relacionado aos links. Mensagens recebidas por WhatsApp, SMS ou e-mail não devem ser acessadas automaticamente. Antes disso, é necessário conferir a origem do contato e verificar se o endereço corresponde ao canal oficial.

A mesma cautela deve ser aplicada a pessoas que se apresentam como atendentes e oferecem vantagens ou prometem acelerar processos por aplicativos de mensagens. A ABBC recomenda que o cidadão faça a busca diretamente pelos canais oficiais.

Onde consultar serviços públicos com segurança

Para evitar páginas e aplicativos falsos, a orientação é acessar diretamente o portal gov.br ao buscar informações sobre serviços e programas públicos.

A consulta direta reduz a dependência de links encaminhados por terceiros e permite que o cidadão encontre os canais relacionados ao serviço que pretende utilizar.

Quando determinado atendimento precisar ser realizado presencialmente, a pessoa deve procurar os locais indicados pelo próprio programa. Em situações nas quais esse tipo de atendimento estiver previsto, um dos pontos de referência pode ser o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

O cuidado é especialmente importante diante de solicitações de pagamento para liberar benefícios, acelerar processos ou obter condições que não estejam confirmadas pelos canais oficiais.

O que fazer após uma fraude?

Se o cidadão identificar que realizou uma operação em decorrência de um golpe, a primeira providência indicada é entrar em contato imediatamente com a instituição financeira envolvida.

A comunicação deve ser acompanhada do registro de um boletim de ocorrência, para formalizar a situação e registrar as informações disponíveis sobre a fraude.

A atenção aos canais utilizados é uma das principais medidas preventivas. Mensagens inesperadas, links desconhecidos e contatos que prometam facilidades em programas públicos devem ser verificados antes de qualquer ação.

A ABBC destaca a importância da informação para reduzir a exposição aos golpes digitais. A recomendação é confirmar diretamente nos canais oficiais qualquer oferta, cobrança ou orientação recebida em nome de programas governamentais.

Impactos para a classe contábil

Os profissionais da contabilidade também podem se deparar com clientes que recebam abordagens fraudulentas relacionadas a programas de apoio financeiro ou à regularização de dívidas. Nesse contexto, a orientação sobre a verificação da origem das informações pode integrar o atendimento prestado.

Situações envolvendo pagamentos, renegociações ou supostos benefícios exigem atenção antes que o cliente realize qualquer transferência. O profissional pode orientar a busca pelos canais oficiais antes da adoção de medidas financeiras.

A disseminação de golpes digitais também reforça a necessidade de cuidado no compartilhamento de informações e na utilização de links recebidos por mensagens. Para a classe contábil, acompanhar essas práticas contribui para orientar clientes diante de abordagens que envolvam questões financeiras e serviços públicos.

Leia mais sobre

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTICULISTAS CONTÁBEIS

VER TODOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

1999 - 2026 Contábeis ® - Todos os direitos reservados. Política de privacidade · Preferências de cookies