A arrecadação das receitas federais somou R$ 289,346 bilhões em julho de 2026, de acordo com a Receita Federal. O resultado representa crescimento nominal de 13,82% e alta real de 8,97%, já descontada a inflação, em comparação com julho de 2025.
O valor é o maior já registrado para o mês de julho na série histórica iniciada desde 1995. No mesmo mês do ano passado, a arrecadação havia totalizado R$ 254,221 bilhões.
De janeiro a julho, a arrecadação federal alcançou R$ 1,876 trilhão, antes R$ 1,679 trilhão no mesmo período de 2025. No acumulado, o crescimento foi de 11,70% em termos nominais e de 6,98% em termos reais.
Atividade econômica influenciou resultado
Segundo a Receita Federal, o desempenho da arrecadação em julho foi influenciado principalmente pelo comportamento da atividade econômica.
Entre os indicadores considerados pelo órgão estão o crescimento de 1,05% da produção industrial, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), e a alta de 4,93% nas vendas de bens, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE).
As vendas de serviços, medidas pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE), cresceram 2,01%. A massa salarial nominal teve aumento de 10,19%, enquanto o valor em dólar das importações avançou 12,16%.
Receitas somam R$ 268,859 bilhões
As receitas administradas diretamente pela Receita Federal alcançaram R$ 268,859 bilhões em julho.
Na comparação com o mesmo mês de 2025, quando somaram R$ 239 bilhões, houve crescimento nominal de 12,49% e alta real de 7,71%.
Já as receitas administradas por outros órgãos totalizaram cerca de R$ 20,4 bilhões no mês, com crescimento real de 28,87%, segundo os dados divulgados sobre a arrecadação federal.
No acumulado de janeiro a julho, as receitas administradas diretamente pela Receita Federal chegaram a aproximadamente R$ 1,79 trilhão, com crescimento real de 6,96%.
Resultado é recorde para julho
Entre os fatores que contribuíram para o resultado de julho, a Receita Federal destacou o avanço na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Também houve crescimento das receitas do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
O resultado se soma à sequência de recordes mensais observada na arrecadação federal desde o ano passado. Em 2025, o governo federal adotou medidas para elevar a tributação de diferentes operações, com o objetivo de ampliar as receitas e contribuir para o equilíbrio das contas públicas, incluindo alterações no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e na tributação de bets e fintechs.
Com informações da Agência Gov













