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IMPOSTO DE RENDA

Não entrou no último lote de restituição do IR 2026? Veja o que fazer

Receita encerrou os pagamentos dos lotes regulares nesta segunda-feira (31); contribuintes com pendências ainda podem receber nos lotes residuais.

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Não entrou no último lote de restituição do IR 2026? Veja o que fazer

A Receita Federal encerrou nesta segunda-feira (31) o pagamento do quarto e último lote regular de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao todo, 521.935 contribuintes receberam R$ 1,2 bilhão. Quem entregou a declaração dentro do prazo e não foi contemplado deve verificar a situação do documento para identificar se existem pendências ou se o pagamento ocorrerá nos próximos lotes residuais.

O primeiro passo é consultar o processamento da declaração no e-CAC (Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal). O acesso exige uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. No sistema, o contribuinte deve entrar em "Meu Imposto de Renda" e consultar o extrato da declaração.

A consulta também pode ser realizada pelo site ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. O sistema permite verificar se a declaração foi processada, está em análise ou apresenta alguma pendência.

Como saber se a declaração caiu na malha fina

Caso o contribuinte não tenha recebido a restituição, uma das possibilidades é que a declaração tenha sido retida na malha fina.

O extrato do processamento mostra se existem inconsistências que precisam ser corrigidas. Entre os problemas identificados neste ano estão divergências em informações de rendimentos, classificação incorreta de valores, códigos de folha de pagamento, valores duplicados, despesas médicas e rendimentos que não foram informados.

Segundo as informações divulgadas sobre o Imposto de Renda 2026, parte das inconsistências está relacionada ao novo modelo de cruzamento de dados adotado pela Receita Federal após a substituição da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) pelo eSocial e pela Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).

Como retificar a declaração do Imposto de Renda

O contribuinte que identificar erros na declaração pode fazer a correção por meio do programa do Imposto de Renda instalado no computador. Para isso, é necessário abrir o documento que foi enviado anteriormente e selecionar a opção de declaração retificadora.

Na etapa de “Identificação do contribuinte”, o contribuinte deve informar que se trata de uma declaração retificadora e inserir o número do recibo da declaração original.

Em seguida, é preciso acessar as fichas correspondentes e corrigir as informações que apresentarem erro. Após realizar as alterações, o contribuinte deve utilizar a opção “Verificar pendências” para conferir se há algum problema que impeça o envio.

As pendências classificadas como vermelhas impedem a transmissão da declaração, enquanto as amarelas não impedem o envio. Depois de corrigir os problemas necessários, o contribuinte deve selecionar a opção “Entregar declaração”.

Durante o procedimento, também serão solicitadas informações para o recebimento da restituição, como os dados da conta bancária ou a opção pelo Pix. Depois da transmissão, é recomendável salvar ou imprimir a declaração retificadora e o respectivo recibo de entrega para manter o registro do procedimento.

A retificação pode ser apresentada em até cinco anos, desde que a declaração não esteja sob procedimento fiscal que impeça a alteração.

Restituição vai para o fim da fila

Quem corrige a declaração e continua tendo valores a receber não perde o direito à restituição. No entanto, a retificação pode alterar a posição do contribuinte na ordem de pagamento.

Após o envio da declaração corrigida, a Receita Federal fará um novo processamento. Se a restituição estiver disponível, o contribuinte será incluído em um dos lotes residuais, que são pagos depois do encerramento dos lotes regulares.

Os lotes residuais contemplam contribuintes que regularizaram pendências e deixaram a malha fina, além de restituições de exercícios anteriores.

Quarto lote pagou R$ 1,2 bilhão

O pagamento realizado nesta segunda-feira contemplou 521.935 contribuintes. Do total, 338,9 mil restituições foram destinadas a pessoas que tiveram prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida ou escolherem receber o valor por Pix.

Outras 139,5 mil restituições foram destinadas a contribuintes com prioridade legal. As demais 43,5 mil correspondem a pessoas que não estavam enquadradas nas categorias prioritárias.

O valor da restituição é depositado na conta bancária informada na declaração ou disponibilizado por Pix, quando essa foi a opção escolhida pelo contribuinte e a chave utilizada é o CPF.

E se a restituição não caiu na conta?

Se a restituição foi liberada, mas não chegou à conta informada, o contribuinte pode verificar se houve algum problema com os dados bancários.

Nessa situação, é possível agendar gratuitamente o crédito pelo Banco do Brasil por até um ano após a primeira tentativa de pagamento. O procedimento pode ser feito pelo serviço específico do banco ou pela Central de Relacionamento.

Caso o valor não seja resgatado dentro de um ano, o contribuinte deve solicitar a restituição pelo Portal e-CAC, acessando "Declarações e Demonstrativos", depois "Meu Imposto de Renda" e, por fim, "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

O que o contribuinte deve fazer agora

Quem não apareceu no quarto lote regular deve, portanto, verificar primeiro o processamento da declaração. Se houver pendência, é necessário identificar o problema e avaliar a necessidade de apresentar uma declaração retificadora.

Depois da correção, o documento volta a ser analisado pela Receita Federal e, caso exista restituição a receber, o contribuinte poderá ser contemplado em um lote residual.

Assim, ficar de fora do último lote regular não significa necessariamente que o contribuinte perdeu o direito à restituição. A situação da declaração é que determinará os próximos passos e o momento em que o valor poderá ser liberado.

Com informações da Folha de S. Paulo

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