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COOPERATIVISMO DIGITAL

Cooperativas ganham espaço na infraestrutura digital brasileira

Cooperativas ampliam atuação em telecomunicações e tecnologia para o país.

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Cooperativas ganham espaço na infraestrutura digital brasileira

Enquanto o debate sobre infraestrutura digital costuma ser dominado por grandes operadoras e empresas globais de tecnologia, um movimento silencioso vem ganhando força no Brasil. Cooperativas têm ampliado sua atuação em segmentos como telecomunicações, tecnologia e energia, criando modelos de negócios baseados na colaboração e levando conectividade às regiões onde a expansão da infraestrutura ainda representa um desafio.

O avanço acontece em um momento de crescimento do próprio cooperativismo brasileiro. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 20262023, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o país reúne mais de 29 milhões de cooperados, distribuídos em diversos ramos da economia, consolidando o modelo como um dos principais motores de desenvolvimento regional.

Na infraestrutura digital, esse movimento acompanha a expansão dos provedores regionais de internet. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que milhares de pequenos provedores já respondem por parcela significativa da oferta de banda larga fixa no país, principalmente em cidades médias e pequenas, contribuindo para ampliar a cobertura de fibra óptica e reduzir desigualdades de acesso.

Para Igor Sigiani, diretor-presidente da Coopercompany, esse cenário demonstra que o desenvolvimento da conectividade brasileira depende cada vez mais de modelos colaborativos.

“A infraestrutura digital deixou de ser construída apenas por grandes empresas. Hoje, ela também cresce por meio de organizações que compartilham recursos, conhecimento e investimentos. O cooperativismo mostra que é possível expandir serviços essenciais, mantendo o desenvolvimento próximo das comunidades e dos próprios cooperados.”

Segundo ele, a lógica da intercooperação permite que diferentes organizações somem competências e ampliem sua capacidade de investimento. “Quando cooperativas trabalham juntas, elas conseguem desenvolver soluções que dificilmente seriam viáveis de forma isolada. Isso fortalece toda a cadeia, amplia a oferta de serviços e acelera a transformação digital em diferentes regiões do país.”

Além da conectividade, Sigiani observa que o modelo vem ampliando sua atuação para áreas estratégicas como computação em nuvem, cibersegurança, energia compartilhada, Internet das Coisas (IoT) e serviços digitais, acompanhando a evolução das necessidades das empresas e da população.

Outro fator que favorece esse crescimento é a expansão da infraestrutura de fibra óptica. Dados da Anatel indicam que a tecnologia já representa a maior parte dos acessos de banda larga fixa no Brasil, impulsionando aplicações que exigem redes mais robustas, como inteligência artificial, automação industrial, cidades inteligentes e serviços públicos digitais.

Para Sigiani, esse novo cenário demonstra que a transformação digital brasileira dependerá menos da concentração de mercado e mais da capacidade de diferentes organizações construírem redes colaborativas. “A infraestrutura do futuro será cada vez mais distribuída. Não existe transformação digital sem conectividade, e não existe conectividade sustentável quando ela fica concentrada em poucos agentes. O cooperativismo tem mostrado que colaboração também é uma estratégia de inovação”,.” finaliza.

Fonte: Coopercompany

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