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RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Crises bilionárias e aumento de recuperações judiciais e extrajudiciais no Brasil testam a resiliência do mercado nacional

Juros altos e crédito restrito aceleram crises, impulsionando debate sobre gestão de risco e sustentabilidade empresarial.

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Crises bilionárias e aumento de recuperações judiciais e extrajudiciais no Brasil testam a resiliência do mercado nacional

Em meio a um ambiente econômico marcado por juros elevados, crédito mais restritivo e aumento da pressão sobre o caixa das empresas, grandes grupos empresariais passaram a enfrentar processos de reestruturação financeira e renegociação de dívidas em 20262023. Casos envolvendo empresas como Habib's, Casas Bahia, Marabraz, Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Grupo Toki (Tok&Stok e Mobly), Grupo CVLB (Casa & Vídeo e Le Biscuit), St. Marché reacenderam no mercado brasileiro o debate sobre governança corporativa, gestão de risco e sustentabilidade financeira no ambiente empresarial brasileiro.

Para Sérvulo Mendonça, chairman da Holding SM, os episódios evidenciam como cenários macroeconômicos adversos costumam acelerar vulnerabilidades. Para o executivo, em muitos casos, as circunstâncias negativas já vinham sendo acumuladas internamente ao longo do tempo. 

“Momentos de crédito restrito e juros elevados funcionam como um teste de resiliência para as empresas. Estruturas com baixa previsibilidade financeira, crescimento desorganizado ou deficiência em processos de controle e gestão tendem a sentir esses impactos de forma muito mais intensa”, alerta.

Recuperação judicial em alta no Brasil

Os números reforçam a dimensão do movimento. Segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação de empresas, o número de companhias em recuperação judicial saltou 66% nos últimos três anos, atingindo 6.341 casos no segundo trimestre de 20262023, desse total, 21% são do varejo, 19,6% são da indústria de transformação e 17,5% são do agronegócio, os setores mais atingidos.

O cenário ocorre em um contexto de Selic elevada, maior seletividade na concessão de crédito e aumento do rigor nas análises de risco corporativo após episódios recentes de grande repercussão no mercado brasileiro.

Na avaliação de Sérvulo Mendonça, as crises recentes também ampliaram a percepção do mercado sobre a importância da governança corporativa como ferramenta de sustentabilidade empresarial. 

“Hoje, investidores, credores e o próprio mercado observam com muito mais atenção fatores ligados à transparência, compliance, gestão de risco e capacidade de execução financeira. Resultado operacional sem estrutura sólida de governança já não é suficiente para transmitir segurança ao mercado”, conclui o executivo.

Fonte: Braun Comunicação Integrada

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