x

GOLPES FINANCEIROS

“É do banco”: como golpistas estão usando ligações e mensagens para fazer você entregar seu dinheiro

Saiba como criminosos usam táticas psicológicas para fraudes com Pix, IA e vishing.

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

“É do banco”: como golpistas estão usando ligações e mensagens para fazer você entregar seu dinheiro IA — Portal Contábeis

Uma ligação do suposto banco, uma mensagem de um familiar ou um áudio aparentemente enviado por alguém conhecido. Em muitos golpes financeiros, o criminoso não precisa invadir a conta da vítima ou explorar uma falha tecnológica. Basta convencê-la a fazer aquilo que ele quer. Essa estratégia é conhecida como engenharia social e explora comportamentos humanos como confiança, medo e sensação de urgência para induzir pessoas a fornecer dados, clicar em links ou realizar transferências.

“Na engenharia social, o criminoso se aproveita justamente da fragilidade da vítima, em que ele simula uma situação que parece legítima e conduz a pessoa a uma ação que, naquele momento, faz sentido para ela. O problema é que essa ação foi planejada pelo fraudador”, explica Rafaela Helbing.

Entre os exemplos mais comuns estão os golpes envolvendo o Pix, impulsionados pela popularidade do sistema que, somente em 2025, registrou alta de 25,7% nas transações, com quase 80 bilhões de operações, segundo o Banco Central. O relatório divulgado recentemente pela Global Anti-Scam Alliance (GASA) aponta que 81% dos brasileiros foram alvo de pelo menos uma tentativa de golpe nos últimos 12 meses, enquanto 10% sofreram perdas financeiras ou tiveram dados comprometidos. O levantamento reforça a dimensão do problema e mostra como os criminosos vêm diversificando as estratégias para explorar o uso cada vez maior dos meios de pagamento digitais.

Além disso, entre as principais ameaças estão o phishing, com mensagens e links fraudulentos, e as falsas centrais de atendimento e ligações com clonagem de voz por inteligência artificial (vishing).

Para Jardel Torres, sócio e diretor comercial (CCO), a evolução das ferramentas utilizadas pelos criminosos aumenta a importância da atenção do usuário. “O problema ganhou uma nova dimensão com a inteligência artificial, que permite criar mensagens personalizadas, imitar formas de comunicação e até clonar vozes”, relata. Segundo o relatório M-Trends 2026 da Mandiant, baseado em mais de 500 mil horas de resposta a incidentes, o vishing chegou a superar o e-mail como principal vetor de engenharia social.

Como não cair na armadilha e se proteger?

A engenharia social também cria um desafio para bancos e instituições financeiras, já que a própria vítima pode autorizar a transação fraudulenta. Um Pix feito depois de uma falsa ligação do banco pode parecer legítimo quando analisado isoladamente. Por isso, além de valor, horário e localização, os sistemas de prevenção podem considerar o histórico do cliente, a frequência das operações, o comportamento habitual e as relações entre contas.

“Uma transação pode parecer normal quando analisada sozinha. Mas, quando inserimos aquela operação no contexto do comportamento do cliente, podemos encontrar sinais de que algo está diferente”, explica Rafaela.

Para o consumidor, a principal recomendação é não agir sob pressão. Pedidos urgentes de dinheiro, senhas, códigos de autenticação ou transferências devem ser confirmados por outro canal, especialmente quando envolvem supostos bancos, familiares ou empresas.

“Se alguém está tentando impedir você de parar, pensar e verificar a informação, esse já é um sinal de alerta”, orienta Jardel. A regra vale mesmo quando a abordagem parece convincente: uma mensagem bem escrita, uma ligação com informações corretas ou uma voz conhecida não são garantia de que o contato seja verdadeiro.

Fonte: Agência Dialetto

Leia mais sobre

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTICULISTAS CONTÁBEIS

VER TODOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

1999 - 2026 Contábeis ® - Todos os direitos reservados. Política de privacidade · Preferências de cookies