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REFORMA TRIBUTÁRIA

Reforma Tributária: 5 perguntas que pequenos negócios devem fazer ao contador

Mudanças no IBS e na CBS ampliam a participação da contabilidade em decisões que envolvem custos, documentos fiscais e fluxo de caixa.

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Reforma Tributária: 5 perguntas que pequenos negócios devem fazer ao contador

Os pequenos negócios precisam intensificar o alinhamento com a contabilidade durante a adaptação às novas regras da Reforma Tributária. As mudanças envolvendo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) exigem atenção a temas como regime tributário, classificação fiscal, emissão de documentos, formação de preços e recolhimento dos tributos. Para o Sebrae Nacional, esse cenário também amplia a participação do contador nas decisões operacionais e tributárias das empresas.

Segundo o analista de Competitividade e especialista em Direito Tributário do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, a atuação do profissional tende a ultrapassar tarefas relacionadas à emissão de notas, guias e livros fiscais.

A orientação é que o contador participe do planejamento tributário e operacional, auxiliando o empresário na avaliação do regime mais adequado, no preenchimento dos documentos fiscais e na análise dos custos e da competitividade do negócio.

Nesse contexto, a Agência Sebrae de Notícias (ASN) reuniu cinco questões que podem orientar os empreendedores nas conversas com seus contadores durante o período de adaptação.

Escolha do regime tributário deve considerar o perfil do negócio

A primeira avaliação envolve a escolha do regime tributário. Com a implementação do IBS e da CBS, a definição pelo Simples Nacional não deve ser analisada de forma automática por todas as micro e pequenas empresas.

O modelo de negócio é um dos pontos que devem entrar nessa análise. Operações realizadas com outras empresas (B2B) ou diretamente com consumidores (B2C) podem apresentar características diferentes em relação à geração de créditos tributários para os clientes.

Por isso, a recomendação apresentada pelo Sebrae é que sejam realizadas simulações de diferentes cenários. A análise pode considerar alternativas como o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o regime regular.

O objetivo é identificar, de acordo com as características da empresa, a opção que resulte em menor custo e contribua para a competitividade do negócio.

Classificação fiscal ganha importância na emissão das notas

Outro ponto que deve ser levado à contabilidade é o cadastro fiscal utilizado pela empresa. A classificação correta de mercadorias e serviços será necessária para o cálculo dos novos tributos e para a emissão dos créditos fiscais.

Nesse processo, o empreendedor deve verificar com o contador quais códigos serão aplicáveis aos produtos e serviços comercializados pelo negócio.

Entre os parâmetros citados estão o Código de Situação Tributária (CST), a Classificação Tributária (Classtrib), a Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS) e a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

A revisão desses dados é relevante porque erros na classificação podem resultar em situações como dupla tributação ou aplicação de penalidades.

Sistemas precisam acompanhar as mudanças do novo modelo

A preparação tecnológica também está entre os pontos que devem ser avaliados pelas pequenas empresas. O sistema utilizado para emissão das notas fiscais precisará estar alinhado às exigências relacionadas ao IBS e à CBS.

Nesse caso, o empresário deve verificar com a contabilidade se o software utilizado pela empresa já recebeu as atualizações necessárias.

Também é importante confirmar se a ferramenta está preparada para realizar os cálculos e destacar o IBS e a CBS nas operações realizadas no dia a dia.

A adequação do sistema está diretamente relacionada à rotina fiscal do negócio, já que a emissão dos documentos será uma das etapas afetadas pelo novo modelo tributário.

Formação de preços deve considerar os efeitos dos tributos

A Reforma Tributária também coloca a formação dos preços entre os assuntos que precisam ser discutidos entre empresários e contadores. A análise deve considerar quanto efetivamente corresponde ao produto ou serviço antes e depois da incidência dos tributos.

O empreendedor deve buscar compreender a composição do preço e diferenciar o valor do produto ou serviço da parcela relacionada à tributação.

Essa avaliação permite observar como a nova carga tributária pode interferir na margem de lucro do negócio.

Também deve ser analisado o impacto sobre o preço final praticado no mercado, tornando o planejamento tributário parte da avaliação da formação dos valores cobrados pelos produtos e serviços.

Recolhimento exige atenção ao fluxo de caixa

A quinta questão está relacionada ao pagamento dos tributos. A entrada do novo sistema deverá alterar o calendário e a dinâmica de recolhimento, incluindo a utilização do split payment, mecanismo de recolhimento automático do imposto no momento da transação.

Diante dessa mudança, o empresário precisará entender como funcionará o fluxo financeiro relacionado aos tributos e quais serão as datas previstas para os pagamentos.

Outro ponto envolve as guias unificadas e a projeção dos valores que deverão ser recolhidos pela empresa.

Para a gestão financeira, acompanhar antecipadamente essas informações é importante para organizar o caixa e evitar diferenças entre os valores projetados e os efetivamente devidos.

O que os contadores precisam observar

A adaptação à Reforma Tributária amplia a necessidade de integração entre o pequeno negócio e a contabilidade. As decisões não ficam restritas ao cumprimento de obrigações fiscais, mas envolvem também regime tributário, cadastro de produtos e serviços, sistemas, preços e planejamento financeiro.

Para o contador, isso significa acompanhar diferentes aspectos da operação do cliente e utilizar as informações fiscais para apoiar as decisões empresariais.

A avaliação individualizada também é necessária porque fatores como modelo de negócio, geração de créditos e características das operações podem influenciar a análise do regime tributário e dos custos.

Nesse cenário, manter o empresário informado sobre as mudanças e estruturar simulações e revisões dos processos fiscais são pontos centrais para a adaptação dos pequenos negócios ao novo modelo.

Com informações Agência Sebrae de Notícias

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