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Selic cai pela quinta vez e chega a 13,75% ao ano; reflexo nos pequenos negócios

Redução da taxa básica de juros ocorre em meio ao recuo da inflação e traz orientações para micro e pequenas empresas.

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Selic cai pela quinta vez e chega a 13,75% ao ano; reflexo nos pequenos negócios

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16), na quinta queda consecutiva desde o início do ciclo de redução, em março. O movimento ocorre em um cenário de recuo da inflação, menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre.

A redução dos juros influencia o ambiente econômico para as micro e pequenas empresas, que têm participação relevante na geração de empregos. Diante desse cenário, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) reuniu orientações para que os pequenos negócios avaliem custos, preços, concessão de crédito e planejamento de estoque.

Queda dos juros muda cenário para pequenos negócios

A redução da Selic ocorre em um momento de indicadores econômicos considerados positivos no texto divulgado pelo Sebrae. Entre eles está a menor taxa de desemprego registrada nos últimos 14 anos.

Outro destaque é o desempenho do PIB brasileiro, que ocupou a quinta posição entre as economias que mais cresceram no segundo trimestre.

O cenário também inclui o recuo da inflação observado nas últimas semanas. Para os pequenos negócios, a combinação desses fatores é apresentada pelo Sebrae como um contexto de novas possibilidades para a atividade econômica.

Segundo o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, juros menores permitem maior circulação de dinheiro na economia, com possíveis reflexos sobre vendas, emprego e renda.

Empresas podem revisar custos e margens

Com a deflação reduzindo os custos de itens como energia, alimentos e combustíveis, o Sebrae orienta os pequenos negócios a avaliarem a possibilidade de renegociar contratos com fornecedores.

A medida pode permitir a recomposição das margens de lucro sem necessariamente elevar os preços cobrados dos consumidores.

Nesse cenário, a análise dos custos dos insumos passa a ser uma ferramenta para avaliar a rentabilidade das operações.

A orientação considera o espaço proporcionado pela redução de determinados custos e busca aproveitar esse movimento sem depender de repasses ao preço final.

Preços e consumo devem entrar no planejamento

O Sebrae também aponta uma oportunidade para os pequenos negócios trabalharem a comunicação relacionada aos preços praticados.

Com o orçamento das famílias beneficiado pela queda de preços, mensagens como “preço justo” e “mais por menos” podem ser utilizadas nas estratégias comerciais.

A proposta considera consumidores que reduziram o consumo durante o período de pressão inflacionária dos últimos meses.

A recuperação desses clientes pode ser considerada pelos negócios ao planejarem suas ações comerciais diante do novo cenário.

Concessão de crédito exige atenção ao caixa

Outro ponto destacado pelo Sebrae envolve a concessão de crédito diretamente pelos pequenos negócios, como vendas fiadas, parcelamentos e carnês.

Com a inadimplência em 7,6%, a recomendação é revisar essas políticas e adotar critérios mais conservadores, principalmente para consumidores com histórico de atrasos ou elevado comprometimento da renda.

A concessão de crédito representa uma exposição para o fluxo de caixa do negócio quando os pagamentos não são realizados conforme o previsto.

Por isso, a orientação é considerar o risco de inadimplência ao definir as condições para vendas a prazo.

Estoques devem ser planejados para o fim do ano

O período de Black Friday e Natal será, segundo o Sebrae, um momento importante para avaliar a demanda das famílias.

A orientação para os pequenos negócios é trabalhar com estoques enxutos e compatíveis com o nível atual de consumo.

A recomendação busca evitar que compras excessivas comprometam o capital de giro das empresas.

Nesse planejamento, o Sebrae orienta priorizar produtos com maior rotatividade e margens consideradas mais atrativas.

De que forma isso pode impactar a classe contábil

A redução da Selic e as mudanças no cenário econômico podem exigir dos profissionais que acompanham pequenos negócios atenção a diferentes áreas da gestão financeira.

A análise de custos e margens, a revisão das condições de crédito e o planejamento de estoques estão entre os pontos que podem integrar o acompanhamento das empresas.

Para a área contábil, o cenário também reforça a importância de observar os efeitos das decisões financeiras sobre o fluxo de caixa e a rentabilidade dos pequenos negócios.

As orientações apresentadas pelo Sebrae podem servir como referência para a avaliação desses aspectos junto às micro e pequenas empresas.

Com informações Portal Rede de Notícia ES

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