x

APOSENTADORIA

Apenas 28% dos brasileiros veem a aposentadoria aos 60 anos como possível

Levantamento revela distância entre a idade em que os trabalhadores desejam parar de trabalhar e aquela que consideram possível, além de apontar falhas no planejamento financeiro.

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

Apenas 28% dos brasileiros veem a aposentadoria aos 60 anos como possível

Embora 59% dos brasileiros desejem se aposentar até os 60 anos, apenas 28% acreditam que conseguirão deixar o mercado de trabalho até essa idade. Além disso, 65% não sabem qual valor deverão receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quando se aposentarem. Os dados são da pesquisa Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento, realizada pelo Datafolha a pedido da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Os resultados mostram uma diferença entre a idade em que os brasileiros gostariam de encerrar a vida profissional e aquela que consideram viável. Nesse contexto, especialistas destacam a importância de organizar as finanças, acompanhar as contribuições previdenciárias e avaliar as fontes de renda que poderão sustentar o período após o trabalho.

Para Marcos Eduardo Ferreira, especialista em longevidade, pós-carreira e mercado securitário, o aumento da expectativa de vida exige que o planejamento da aposentadoria considere não apenas o momento de parar de trabalhar, mas também as despesas e os recursos necessários para os anos seguintes.

Segundo Ferreira, gastos com moradia, saúde, lazer e apoio à família precisam entrar no planejamento financeiro. A pesquisa aponta que 61% dos entrevistados são os principais provedores financeiros de seus lares. Desse total, 36% arcam sozinhos com as despesas domésticas, enquanto 25% são responsáveis por mais da metade dos gastos.

Conferência das contribuições ajuda a evitar problemas com o INSS

Além de planejar a renda futura, os trabalhadores precisam verificar se o histórico previdenciário está correto. Gabriel Barros, diretor da SF Barros Contabilidade, observa que muitas pessoas só procuram entender sua situação contributiva quando estão próximas de solicitar a aposentadoria.

Uma das medidas recomendadas é consultar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne informações sobre vínculos empregatícios e contribuições previdenciárias.

A conferência permite identificar se todos os períodos de trabalho e recolhimentos estão registrados, além de apontar possíveis pendências. De acordo com Barros, inconsistências no cadastro podem interferir no tempo de contribuição reconhecido pelo INSS e, consequentemente, na análise do pedido de benefício.

Por isso, acompanhar o histórico previdenciário com antecedência permite identificar eventuais problemas antes de dar entrada na aposentadoria. A medida também ajuda o trabalhador a compreender melhor sua situação e a avaliar os próximos passos para alcançar o benefício.

INSS segue como principal fonte de renda na aposentadoria

O levantamento indica que o INSS é a principal fonte de renda esperada pelos brasileiros após a saída do mercado de trabalho, sendo mencionado por 38% dos entrevistados.

Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta que, desde 2021, aumentou a parcela de pessoas que já possuem ou pretendem formar uma reserva financeira para complementar os recursos da aposentadoria. O movimento indica uma busca por alternativas que reduzam a dependência de uma única fonte de renda.

Outra possibilidade é utilizar o patrimônio imobiliário para gerar recursos no futuro. Segundo Gabriel Barros, a venda ou o aluguel de imóveis vem ganhando espaço, ainda que gradualmente, como alternativa para financiar essa etapa da vida.

O aluguel, por exemplo, pode gerar uma fonte recorrente de renda, enquanto a venda de um imóvel pode representar a obtenção de recursos para custear despesas. A escolha depende das condições financeiras e dos objetivos de cada pessoa.

Para Marcos Eduardo Ferreira, o planejamento deve considerar diferentes fontes de recursos e estratégias construídas ao longo da vida profissional. Avaliar antecipadamente de onde virá o dinheiro para manter o padrão de vida após o trabalho permite identificar necessidades e ampliar as possibilidades de organização financeira.

Seguro de vida também aparece no planejamento financeiro

A pesquisa mostra que 82% dos brasileiros não possuem seguro de vida. Entre aqueles que não contrataram o produto, 35% apontam o custo como um dos motivos para a ausência de cobertura.

O levantamento também identificou que, entre as pessoas que consideram o seguro caro, 45% reconhecem que não conhecem os preços reais e apenas presumem que a contratação seja inacessível.

Os dados mostram que o custo percebido pode influenciar a decisão de contratar o produto, mesmo quando não há conhecimento efetivo dos valores praticados.

Para os especialistas, o planejamento previdenciário precisa estar associado à organização financeira. Compreender a situação contributiva, estimar as despesas futuras e avaliar alternativas para complementar a renda são medidas que podem ajudar a preparar a transição para o período após a carreira profissional.

Quanto mais cedo esse planejamento começa, maior é o tempo disponível para revisar estratégias, organizar as finanças e avaliar as opções para sustentar a aposentadoria.

Com informações Sheep Comunicação

Leia mais sobre

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTICULISTAS CONTÁBEIS

VER TODOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

1999 - 2026 Contábeis ® - Todos os direitos reservados. Política de privacidade · Preferências de cookies