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PREVIDÊNCIA SOCIAL

Contribuição ao INSS garante proteção para quem trabalha sem carteira assinada

Autônomos podem recolher 11% ou 20% do salário de contribuição, enquanto microempreendedores individuais pagam pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional.

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Contribuição ao INSS garante proteção para quem trabalha sem carteira assinada Foto: gustavomellossa / Magnific (Freepik)

Trabalhadores que exercem atividades sem carteira assinada podem contribuir por conta própria para a Previdência Social e ter acesso a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A possibilidade abrange profissionais como entregadores, motoristas de aplicativo, mototaxistas, freelancers e outros trabalhadores autônomos, desde que cumpram as regras de contribuição e os requisitos de cada benefício.

A contribuição mensal permite não apenas acumular tempo para a aposentadoria, mas também garantir proteção financeira em situações como incapacidade para o trabalho, maternidade e morte do segurado, que pode gerar pensão aos dependentes.

Como contribuir para o INSS sem carteira assinada

Quem trabalha por conta própria pode se inscrever como contribuinte individual. Nessa modalidade, existem diferentes formas de recolhimento, conforme a atividade exercida e o plano escolhido.

No plano simplificado, a contribuição corresponde a 11% do salário mínimo. A opção é destinada ao trabalhador que atua por conta própria e não presta serviços a empresas ou equiparadas. Nesse caso, o recolhimento dá acesso à aposentadoria por idade e a outros benefícios previdenciários, mas não permite aposentadoria por tempo de contribuição sem a complementação exigida. 

Já o plano normal prevê contribuição de 20% sobre o salário de contribuição, respeitados os limites mínimo e máximo estabelecidos pelo INSS. Essa modalidade pode ser utilizada por trabalhadores autônomos que prestam serviços a pessoas físicas, observadas as regras aplicáveis a cada situação. 

Para recolher como contribuinte individual, o trabalhador deve utilizar a Guia da Previdência Social (GPS), com o código correspondente à modalidade escolhida. O vencimento ocorre, em regra, no dia 15 do mês seguinte ao da competência, com prorrogação para o próximo dia útil quando não houver expediente bancário. 

Como funciona a contribuição do MEI

O microempreendedor individual (MEI) também contribui para a Previdência, mas o pagamento é feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI), que reúne os valores devidos pelo empreendedor.

Em 2026, a contribuição previdenciária do MEI corresponde a 5% do salário mínimo, equivalente a R$ 81,05. Conforme a atividade, podem ser acrescentados R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS). Para o MEI transportador autônomo de cargas, a alíquota previdenciária é de 12% do salário mínimo. 

O pagamento do DAS deve ser realizado até o dia 20 do mês seguinte ao período de apuração, observadas as regras de prorrogação quando aplicáveis. O MEI não precisa emitir uma GPS separada para recolher a contribuição previdenciária regular.

Quais benefícios a contribuição pode garantir

A contribuição ao INSS pode dar acesso a diferentes benefícios, desde que o segurado cumpra os requisitos legais e, quando exigido, o período mínimo de contribuições. Entre eles estão:

  1. Aposentadoria por idade;
  2. Benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença;
  3. Aposentadoria por incapacidade permanente;
  4. Salário-maternidade;
  5. Pensão por morte para os dependentes;
  6. Auxílio-reclusão, conforme os critérios legais;
  7. Auxílio-acidente, quando preenchidos os requisitos aplicáveis.

A cobertura não é automática apenas por realizar um pagamento. As condições variam conforme o benefício, a categoria do segurado e o histórico de contribuições. Por isso, manter os recolhimentos em dia é importante para preservar a qualidade de segurado e evitar lacunas na proteção previdenciária. 

Com informações da Agência Gov

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