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IFRS é desafio para CVM e Judiciário

Avaliação integra um rol extenso de obstáculos que as companhias brasileiras precisam driblar até 2010A ampliação

05/03/2009 00:00:00

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Avaliação integra um rol extenso de obstáculos que as companhias brasileiras precisam driblar até 2010

A ampliação do espaço para julgamentos e interpretações nos demonstrativos financeiros gerada pelo padrão International Financial Reporting Standars (IFRS) , que precisa ser adotado até 2010, será um desafio não só para as companhias - mas também órgãos reguladores, acionistas e Judiciário. O consenso entre as partes será definitivo na avaliação da qualidade e veracidade de informações prestadas em balanços.

A avaliação integra um rol extenso de obstáculos que as companhias brasileiras precisam driblar até 2010, prazo para adoção do IFRS, debatidos na última quarta-feira (04), em São Paulo, em seminário realizado pela Gazeta Mercantil. Essa lista inclui ainda a pressão orçamentária,afirmou Carlos Gatti, sócio da KPMG.

Debêntures
Vale lembrar ainda que as alterações dos indicadores financeiros das empresas por conta da adequação às regras do padrão contábil internacional poderão levar ao desenquadramento de algumas cláusulas contratuais, chamadas de covenants, relativas a limitadores de endividamento nos contratos de emissões de dívida como debêntures, notas promissórias ou empréstimos sindicalizados.

Segundo a presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de (Apimec), Lucy Aparecida de Sousa, algumas mudanças contábeis com a adoção do IFRS, como a contabilização de instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e alterações na reserva de reavaliação de ativos imobilizados, podem impactar no valor do passivo e patrimônio líquido das empresas.

"Alguns contratos de debêntures, por exemplo, colocam um compromisso de limite de alavancagem da empresa de três vezes o patrimônio. Com as mudanças contábeis pode haver um desenquadramento desses limites, devendo haver um acordo particular entre as partes para sua renegociação", afirmou.

Fonte: Gazeta Mercantil

Enviado por: Wilson Fernando de Almeida Fortunato

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