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Isonomia Salarial – Por que você precisa saber sobre isso?

Cargos e salários não são para grandes empresas e não conhecer sobre o conceito de Isonomia Salarial pode fazer gerar um passivo para sua empresa.

18/10/2016 09:23

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Isonomia Salarial – Por que você precisa saber sobre isso?

Pequenos empreendedores em geral tem grande dificuldade de nomear cargos e salários em suas empresas, principalmente porque todo mundo acaba fazendo de tudo um pouco e raramente tem uma plano de cargos e salários, afinal como montar tudo isso quando se é só você e o funcionário?

Eu mesma tive essa dificuldade na hora de nomear e ainda hoje, com uma estrutura um pouco maior, é difícil definir nomes, funções e salários que agrade gregos e troianos, e mais do que isso pensar em alguém que você nem contratou? Isso mesmo, você precisa pensar em futuras contratações, caso contrário toda vez que houver a necessidade de aumentar o quadro de funcionários será preciso modificar ou pior, pode desmotivar quem faz parte da sua equipe.

Um dos itens para você não errar, é saber o conceito de ISONOMIA SALARIAL, em termos jurídicos isonomia é o princípio geral do direito segundo o qual todos são iguais perante a lei; não devendo ser feita nenhuma distinção entre pessoas que se encontrem na mesma situação, na empresa significa que todos que exercem a mesma função devem ter salários iguais.

CLT - Art. 461 - Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)

Onde os pequenos empreendedores erram mais?

1)   Não ter definição de funções e cargos - para isso é preciso pensar em:

  1. O que será feito?
  2. Qual habilidade ou experiência precisa ter?
  3. Se você já tiver funcionários, por que XXX deve ganhar mais que YYYY?

2)   Definir salário por tempo de casa – Algumas empresas tentam justificar o salário maior porque o funcionário tem mais tempo, na maioria das vezes não chega nem a seis meses. Pela legislação essa justificativa só cabe quando houver uma diferença de 2 (dois) anos. O melhor nestes casos é definir um benefício especifico por tempo de casa.  No meu caso, a convenção coletiva prevê o pagamento de triênio, a cada três anos o funcionário recebe um X a mais, mas reduzi esse tempo para anuênio, assim quem faz “aniversário de empresa” já tem uma remuneração no seu salário.

3)   Definir salário porque o funcionário foi um amigo – Esse requisito costuma dar muito problema, quando há necessidade de contratar um novo funcionário que exercerá a mesma função ou ainda quando precisa contratar alguém para mais capacitado e que “o mercado” está pagando menos.

4)   Definir salário porque entrou um novo cliente – Aumentar o salário dos funcionários por conta de um novo cliente acaba sendo uma armadilha quando você perde o cliente, nesse caso não dá para voltar a traz e você corre grande risco de ter que abrir mão de um bom funcionário porque não terá como paga-lo ou ainda fechar as contas no negativo porque as receitas não cobrem os custos.

5)   Não valorizar o santo de casa – Um erro muito comum é contratar diretamente um funcionário em função maior, sem ter dado a chance de quem está na empresa de assumir essa posição. Desmotiva quem fica e você ainda corre o risco de perder o funcionário que poderá buscar essa promoção em outro lugar.

Para não fazer errado:

  • Analise a convenção coletiva da categoria;
  • Pesquise sobre os cargos e salários de mercado;
  • Já defina posições e cargos que podem ser criados se a empresa crescer;
  • Compartilhe com a equipe;

 

 

 

 

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