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JORNADA DE TRABALHO

Jornada de bancários, horas extras e PLR: o que a contabilidade precisa observar

Jornada de 6 horas, horas extras, PLR e equiparação salarial: um guia para contadores e DP

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Bancários: entenda as particularidades trabalhistas e contábeis

Jornada de bancários, horas extras e PLR: o que a contabilidade precisa observar

A rotina das instituições financeiras, especialmente em grandes centros como o Rio de Janeiro, traz particularidades trabalhistas que exigem atenção redobrada da contabilidade e do Departamento Pessoal.

No caso dos bancários, regras específicas sobre jornada, horas extras e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) podem gerar impactos relevantes na folha de pagamento e no passivo trabalhista.

Jornada de 6 Horas: Regra Específica da CLT

Diferentemente da maioria das categorias, os bancários possuem jornada padrão de 6 horas diárias e 30 semanais, conforme o art. 224 da CLT.

Erros no enquadramento da jornada são uma das principais causas de reclamatórias trabalhistas na categoria.

Cargo de Confiança e Gratificação de Função

Nem todo bancário com gratificação ocupa, de fato, cargo de confiança nos termos legais.

O Departamento Pessoal deve avaliar não apenas a nomenclatura do cargo, mas as atividades efetivamente exercidas, reduzindo riscos de descaracterização futura.

Reflexos das Horas Extras na Rescisão

Horas extras habituais integram a base de cálculo de diversas verbas.

Para a contabilidade, isso impacta diretamente o cálculo rescisório e provisões trabalhistas. A ausência de média correta pode gerar diferenças significativas em eventual fiscalização ou ação judicial.

PLR: Natureza Jurídica e Atenção às Normas Coletivas

A PLR, quando estruturada conforme a Lei nº 10.101/2000, possui natureza indenizatória e não integra o salário.

Desvios na estrutura podem gerar questionamentos sobre incidência de encargos.

Equiparação Salarial e Risco Oculto

Em grandes redes bancárias, diferenças salariais entre agências podem gerar pedidos de equiparação com base no art. 461 da CLT.

A organização preventiva reduz riscos de passivo futuro.

Assédio por Metas e Ambiente Organizacional

Metas agressivas fazem parte do setor bancário, mas a contabilidade também participa da governança corporativa.

Registros internos, políticas claras e canais formais ajudam a demonstrar conformidade e boas práticas de gestão, especialmente em eventual apuração judicial.

A atuação integrada entre jurídico e contabilidade é essencial no setor bancário. A correta aplicação das regras sobre jornada, horas extras e PLR não apenas evita litígios, mas fortalece a segurança jurídica das instituições.

Dr. Rodrigo Servidio – Advogado Trabalhista – OAB/RJ nº 256.866 – servidioadvogado.com.br

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