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CONTABILIDADE

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Glauber Maranha Santos

Glauber Maranha Santos

Iniciante DIVISÃO 5 , Analista Contabilidade
há 6 semanas Segunda-Feira | 15 dezembro 2025 | 21:51

Caros colegas, recentemente vi uma abordagem antiga deste Portal referente ao Lançamento de Estoques e resolvi abordar pois vi diferenças.

Uma empresa contabilizava da seguinte forma suas compras e estoques.

D - Compras de Mercadorias (Resultado)
C - Fornecedores ou Caixa

Assim como qualquer outro custo de compra.

No final do período para apurar o resultado aí sim lançavam em estoque no ativo.

C - Estoque Final 
D - Estoque de Mercadorias

Qual a opinião dos colegas a respeito dessa contabilização para PMEs?

Ricardo C. Gimenez
Moderador

Ricardo C. Gimenez

Moderador , Contador(a)
há 6 semanas Terça-Feira | 16 dezembro 2025 | 11:14

Olá, Glauber

Você está correto em questionar a situação porque somente desta maneira aprimoramos nossos conhecimentos, e conforme sua exposição, suponho que nessa postagem antiga foi lido apenas um fragmento e então fundou-se a incerteza.

Na "contabilidade raiz", antes da evolução tecnológica e para prestar serviços às empresas sem controle sistemático de estoques, no controle de estoque temporário, o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) era apurado pela seguinte fórmula: CMV = EI + C - EF, sendo EI = Estoque Inicial, C = Compras (valor da nota + custos de aquisição correlatos, como fretes, seguros e impostos irrecuperáveis) e EF = EF; sendo assim, nos primeiros dias do ano novo a empresa enviava para o escritório a contagem de estoques e ao apurar o Resultado da Conta Mercadoria (RCM), era revelado o CMV, que serviria para encerrar o balanço anual.

Sem discutir as técnicas de atribuição de custo (PEPS, UEPS, CMPM e CE), no decorrer do ano a metodologia antiga de contabilização de compras era assim:

a) nas aquisições:
D) Compras de Mercadorias (AC - Grupo Estoques)
D) Fretes e Carretos (AC - Grupo Estoques)
D) Impostos Irrecuperáveis (AC - Grupo Estoques)
C) Disponibilidades (AC )  ou Fornecedores
R$ valores cabíveis

b) no fechamento, e tendo o valor de estoque final em mãos:
D) RCM (Contas de fechamento)
C) Estoque de Mercadorias  (AC - Grupo Estoques)
C) Compras de Mercadorias (AC - Grupo Estoques)
C) Fretes e Carretos (AC - Grupo Estoques)
C) Impostos Irrecuperáveis (AC - Grupo Estoques)
R$ Saldo de cada conta ativa sendo zerada

D) Estoques de Mercadorias
C) RCM
R$ Valor do Estoque Final

D) Resultado do Exercício (Contas de fechamento)
C) RCM
R$ Saldo da RCM (confirmado pelo cálculo da fórmula CMV)

Alternativamente, os custos de aquisição também poderiam ser lançados nas Contas de Resultado, nos custos, em um subgrupo denominado compras de mercadorias, com o encerramento anual seguindo o mesmo roteiro anteriormente proposto.

Frente ao exposto, percebe-se que se o controle de compras for controlado no Ativo, ele será mantido inflado por todo o ano e com certeza comprometerá cálculos de índices de liquidez e capital circulante com valores irreais, do mesmo modo que se alocar os custos diretamente nas contas de resultado, as despesas mensais serão superiores ao valor efetivo porque o custo de uma mercadoria vendida só ocorre no momento da venda.

Resumo da Comparação entre os Métodos de Estoque:

1. Inventário Periódico (Método questionado):
CMV: Apenas no fechamento do período (pode levar até 1 ano).
Estoque no Balanço: Somente no fechamento (demais meses: $0, o que distorce o Ativo).
Controle de Perdas: Apenas percebido após a contagem final.

2. Inventário Permanente (Recomendado):

CMV: Calculado a cada venda (fornecendo Contas de Resultado realistas diariamente).
Estoque no Balanço: Atualizado diariamente (ativo fidedigno).
Controle de Perdas: Identificação de perdas no momento do ocorrido ou da conciliação.

Enfim, respondendo diretamente à sua dúvida a respeito de contabilização de estoques por PME, entendo que atualmente, seria ideal  a empresa controlar permanentemente seus estoques com  auxílio dos sistemas eletrônicos porque com facilidade o CMV será formado pelo CMPV e registrado simultaneamente à venda, assegurando assim que os valores apresentados nos relatórios contábeis sejam fidedignos. 

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Ricardo C. Gimenez
Professor público de matemática
Contador com CRC ativo desde 1995
Blog de Procedimentos Contábeis

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