Matheus,
Imagine que a filial recebeu uma nota de compra de mercadorias de R$ 10.000,00:
Na filial (entrada da NF):
D – Estoques ................. R$ 10.000,00
C – Fornecedores .......... R$ 10.000,00
Agora suponha que a matriz pagou esse fornecedor.
Na matriz:
D – Conta Corrente Matriz/Filial (ativo) ........ R$ 10.000,00
C – Banco .......................................................... R$ 10.000,00
Na filial:
D – Fornecedores ................................. R$ 10.000,00
C – Conta Corrente Matriz/Filial (passivo) .. R$ 10.000,00
Ou seja, a dívida com o fornecedor deixa de existir e passa a ser uma dívida da filial com a matriz.
O mesmo raciocínio vale para a folha de pagamento:
Na filial (provisão da folha):
D – Despesa com Salários
D – Encargos
C – Salários a Pagar
C – INSS/FGTS a Recolher
Quando a matriz paga salários e encargos, na filial:
D – Salários a Pagar
D – INSS/FGTS a Recolher
C – Conta Corrente Matriz/Filial
Na matriz:
D – Conta Corrente Matriz/Filial
C – Banco
Assim, após a consolidação, os saldos de fornecedores, salários e impostos ficam zerados na filial, restando apenas o saldo da conta corrente entre matriz e filial, que representa quanto a matriz adiantou de recursos para a filial.
Vale lembrar que matriz e filial pertencem ao mesmo CNPJ base e representam uma única pessoa jurídica. Essas contas correntes existem apenas para controlar contabilmente quais despesas foram suportadas por cada estabelecimento e facilitar a conciliação.