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Supercomputador do fisco será capaz de enxergar sonegadores

Apelidado pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de "big brother", o supercomputador que a Receita Federal vem usando na fiscalização do pagamento

10/02/2006 00:00:00

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Apelidado pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de "big brother", o supercomputador que a Receita Federal vem usando na fiscalização do pagamento de tributos em breve ganhará maior capacidade de "enxergar" os sonegadores. Em junho, começará a funcionar o software Harpia, um sistema de inteligência artificial desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Capaz de cruzar uma quantidade elevada de dados e fazer correlação entre eles, o programa auxiliará os fiscais da Receita a serem mais precisos na escolha dos alvos (empresas e pessoas físicas) que serão investigadas. O nome Harpia é uma referência à maior ave de rapina do mundo, cuja característica principal é justamente a profundidade da visão. O poder de resolução da vista da Harpia chega a ser oito vezes mais potente que o do homem. Segundo o secretário adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo Cardoso, o primeiro módulo do Harpia a entrar em completo funcionamento, no meio deste ano, será voltado para a área de comércio exterior (importadores e exportadores). Depois, será a vez da malha fina do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) receber um módulo de inteligência artificial. A idéia é que todas as áreas de fiscalização tenham um módulo específico de inteligência artificial. Cardoso destaca que, além de identificar os sonegadores, o sistema vai facilitar e desburocratizar a vida dos contribuintes regulares. Será o caso, por exemplo, das fiscalizações nas aduanas. "Os contribuintes regulares não precisam temer. Eles não serão importunados", disse Cardoso. O sistema, disse, permite que a escolha do que deve ser fiscalizado seja feita com base em critérios técnicos, com melhor análise de risco e, por outro lado, menor interferência da subjetividade do fiscal. Enquanto o Harpia não entra em funcionamento, o supercomputador da Receita já está trabalhado em cruzamentos de informações das diversas bases de dados disponíveis: cartões de crédito, Imposto de Renda, CPMF, movimentação pelas contas CC-5 e operações imobiliárias. O supercomputador da Receita foi comprado no ano passado e instalado, em setembro, no Serpro (empresa de processamento de dados do governo federal) em São Paulo. São vários equipamentos ligados a uma grande máquina que pesa quase um tonelada.

Fonte: DCI

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