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Ernst & Young prevê crescer 20% depois de aquisição da Terco

A Ernst & Young, uma das "quatro grandes" do setor de contabilidade mundial, estima um crescimento no Brasil de 20% no ano fiscal iniciado em 1º de

01/10/2010 09:23:00

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A Ernst & Young, uma das "quatro grandes" do setor de contabilidade mundial, estima um crescimento no Brasil de 20% no ano fiscal iniciado em 1º de julho, puxada pelos investimentos das empresas e pela retomada do mercado de ofertas públicas.

A firma de auditoria e consultoria, que começa a operar hoje como Ernst & Young Terco, fechou o ano fiscal de 2009 com um faturamento de R$ 535 milhões, crescimento de 12% em relação a 2008.

Se considerado o resultado da Terco, cujo processo de incorporação começou em agosto, o valor chega a R$ 660 milhões.

Na semana passada, a concorrente Deloitte anunciou faturamento de R$ 738 milhões no ano fiscal terminado em maio, um crescimento de 9% sobre 2009.

A crise financeira teve reflexos no setor no Brasil, mas nada parecido ao que aconteceu nos países desenvolvidos.

As áreas ligadas ao consumo e construção civil devem ser os motores de crescimento, segundo Jorge Luiz Menegassi, executivo-chefe, na esteira dos investimentos do governo, Copa do Mundo e Olimpíada.

A política aparentemente não teve nenhuma influência nas previsões orçamentárias. "A perspectiva econômica é positiva sob qualquer cenário", diz Menegassi. "A prova é que fizemos a integração em ano eleitoral."

Em entrevista ao Valor ontem na sede da Ernst & Young Terco, Menegassi e Mauro Terepins, ex-presidente da Terco e agora vice-presidente de mercado, anunciaram que o processo foi feito "sem nenhuma demissão".

Os executivos evitaram falar das dificuldades da operação que envolveu 130 sócios - 25 vieram da Terco, que era associada à Grant Thornton, uma firma de médio porte do setor. "É natural que haja preocupações dos sócios", diz Menegassi. "Mas esse efeito é muito menor num mercado em crescimento como o nosso, há espaço para todos."

Um grupo de 50 pessoas foi destacado para cuidar da integração, o que incluiu tecnologia, identificação de conflitos de consultoria e auditoria em clientes e alinhamento de salários.

Com relação aos clientes, Terepins diz que a aceitação foi ampla. "Tivemos que abrir mão só das empresas que eram auditadas pela Grant Thornton no exterior." O preço, diz, não mudou, mas os dois admitem que o valor médio dos serviços deve crescer.

Novas áreas devem favorecer essa estratégia. Uma delas é de empresas de médio porte, com 500 pessoas dedicadas. O setor imobiliário, no qual a Terco era especializada, foi reforçado, e haverá um área de consultoria trabalhista e previdenciária. A consultoria de mercado financeiro também terá prioridade, com a contratação de 250 pessoas.

Fonte: CFC

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