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Banco Central divulga relatorio de estabilidade financeira

Brasília – O Banco Central divulga hoje o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), referente ao segundo semestre de 2010. O REF é uma publicação semestral

18/08/2011 16:04:14

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Brasília – O Banco Central divulga hoje o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), referente ao segundo semestre de 2010. O REF é uma publicação semestral que descreve a evolução recente do Sistema Financeiro Nacional (SFN), apresenta os resultados de análises da sua resiliência a eventuais choques, bem como avalia as suas perspectivas de evolução.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos países desenvolvidos, o cenário para a economia brasileira continuou positivo, marcado por forte expansão da atividade econômica e do crescimento do crédito. No período, os bancos captaram recursos suficientes para continuar a financiar a expansão das carteiras e, ao mesmo tempo, manter estoques elevados de ativos líquidos.

O crescimento do crédito às famílias foi sustentado por modalidades de menores taxas e risco, e com prazos mais longos, portanto, contribuindo para a relativa estabilidade do comprometimento de renda com o serviço da dívida. Por outro lado, o acelerado e contínuo crescimento do crédito motivaram a publicação de um conjunto de medidas de natureza macroprudencial com o objetivo de mitigar potenciais riscos à estabilidade do SFN, propiciando a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito.

O sistema apresentou rentabilidade satisfatória e a solvência permaneceu robusta, visto que o aumento da exposição ao risco dos ativos, principalmente pelo aumento da carteira de crédito, foi acompanhado pela incorporação de lucros, mantendo a suficiência e a qualidade da base de capital. Os testes de estresse mostraram que, mesmo em cenários extremos de deterioração da situação macroeconômica, o Índice de Basiléia do sistema se manteria superior ao estabelecido na regulamentação.

O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) funcionou de forma adequada, considerando-se os aspectos de risco e de eficiência.

Finalmente, no curto e médio prazos, importantes modificações serão incorporadas ao arcabouço prudencial brasileiro, como as recomendações de Basileia III; a elevação do requerimento de capital para determinadas modalidades de operações de crédito; a redução gradual do limite para captação de depósitos com garantias especiais; e alteração dos procedimentos para a classificação e o registro contábil de operações de venda ou de transferência de ativos financeiros. De forma geral, dada a atual situação de capitalização e liquidez, bem como a lucratividade do sistema, espera-se que os bancos brasileiros sejam capazes de se adaptar às novas medidas sem que ocorram mudanças relevantes em suas estratégias de negócios.

Fonte: BCB

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