Trabalhista

Para centrais, acabar com ministério levará ao fim da carteira assinada

CUT e Força Sindical, as duas maiores centrais sindicais do país, criticaram o anúncio do presidente eleito Jair Bolsonaro de acabar com o Ministério do Trabalho.

08/11/2018 11:29:30

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Para centrais, acabar com ministério levará ao fim da carteira assinada

Sem dar muitos detalhes, Bolsonaro disse que a pasta será extinta ou incorporada por outro ministério.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proposta ‘coloca em risco os direitos que sobraram aos trabalhadores’ após a reforma trabalhista, aprovada pelo governo de Michel Temer. “A gente não vai ter com quem discutir no novo governo a valorização do salário mínimo, a manutenção da aposentadoria, o FGTS, as férias. Ele vai fazer o que prometeu e acabar com a carteira assinada e seus direitos”, disse Freitas em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo ele, acabar com o Ministério do Trabalho mostra o desrespeito de Bolsonaro com o ‘mundo do trabalho’. ‘Um presidente sem respeito pelo trabalhador. Por que ele não mexe com ministério que tem a ver com os empresários? Não, só mexe no ministério que tem a ver com os trabalhadores.”

O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que o fim da pasta amplia a responsabilidade das entidades sindicais. “Será preciso ter mais força para lutar pelos direitos dos trabalhadores.”

Em nota, Juruna e o presidente da Força, Miguel Torres, afirmam querer um Ministério do Trabalho e Emprego forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do país, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social’.

O próprio Ministério do Trabalho reagiu ontem à proposta de extinção da pasta. “[…] E o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela nação brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”, afirmou em nota publicada no site.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a equipe de Bolsonaro estuda fatiar as atribuições do Ministério do Trabalho, transferindo, por exemplo, a gestão da concessão de benefícios para órgãos ligados ao campo social e a gestão da política de trabalho e renda para o novo Ministério da Economia ou para um órgão dedicado às questões de produtividade.

Fonte: VEJA

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