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BPC: INSS amplia direito de um salário mínimo por idoso

A partir de agora, BPC não irá considerar benefícios recebidos por outros membros da família, ampliando o direito de um salário mínimo por idoso.

07/05/2020 14:50:01

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BPC: INSS amplia direito de um salário mínimo por idoso

Atendendo a uma ação civil pública, o INSS ampliou o direito de idosos carentes acima de 65 anos e deficientes receberem um salário mínimo mensal por meio do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

A medida consta na portaria 374, publicada nesta quarta-feira, 6, no Diário Oficial da União, e beneficia idosos e deficientes de famílias cuja renda por pessoa seja de até um quarto do salário mínimo, o que dá R$ 261,25 neste ano.

Segundo a portaria, a partir de agora não entrarão na conta benefícios recebidos por outros membros da família, como aposentadoria por idade e por tempo de contribuição, se for de até um salário mínimo (R$ 1.045), além do próprio BPC.

“Se quem está requerendo o BPC tiver acima de 65 anos ou for deficiente e tiver um outro membro aposentado na família, não conta esta aposentadoria, desde que seja de até um salário mínimo”, diz Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários).

Portaria 374

De acordo com ele, a lei já garantia que idosos acima de 65 anos que pedissem o BPC e morassem com outro idoso que já recebesse o benefício assistencial não teriam esta renda contabilizada para garantir o direito. “O que temos de novidade é que, além da questão da aposentadoria, agora, o deficiente vai poder receber também”, afirma.

As novas regras podem beneficiar uma expressiva parcela da população cujo marido ou mulher já são aposentados do INSS, mas cuja família viva em situação de vulnerabilidade.

Por se tratar de um benefício ligado à Lei de Assistência Social, o BPC tem outras normas, além da renda, que incluem uma análise detalhada das condições socioeconômicas da família de quem faz o pedido.

Adiantamento BPC

O cidadão que pede BPC (Benefício de Prestação Continuada) ao INSS irá receber R$ 600 como adiantamento, por três meses, durante a pandemia do coronavírus, caso seja de família de baixa renda.

A medida já havia sido possibilitada pela lei 13.982, de 2 de abril de 2020, que criou o auxílio emergencial de R$ 600, mas foi regulamentada somente nesta quarta-feira, por meio da portaria 3, publicada no “Diário Oficial da União”.

Segundo as regras, os cidadãos idosos acima de 65 anos e deficientes de famílias de baixa renda podem receber o BPC/Loas desde que tenham renda por pessoa da família de até um quarto do salário mínimo e atinjam, ainda, outros critérios de vulnerabilidade social.

O BPC é de um salário mínimo. Se, no final do processo de análise, o cidadão tiver direito, receberá a diferença retroativa. Caso contrário, não precisará devolver os R$ 600 já pagos pelo governo federal.

O INSS informa que, para realizar o pagamento, será considerada a inscrição no CadÚnico e no CPF. Até agora, segundo o órgão, já foram identificados 177.558 requerimentos que devem ser antecipados e, destes, 127.792 já podem sacar a grana no Banco do Brasil.

Outros 20.207 já estão processados e prontos para serem liberados, o que ocorrerá na folha de pagamentos do INSS deste mês.

Quem tem direito

Os cidadãos idosos acima de 65 anos e deficientes de famílias de baixa renda podem receber o BPC/Loas. Para isso, precisam estar dentro de regras determinadas por lei.

Atualmente, para ter o BPC, é preciso ter renda per capita de um quarto do salário mínimo, o que dá R$ 261,25 neste ano. Não é preciso contribuir com o INSS para conseguir o benefício.

Há ainda outras regras para a liberação do BPC, que incluem análise de toda a vida socioeconômica do futuro beneficiário.

Essa análise é feita pelos servidores do INSS e, para isso, é preciso que as agências estejam abertas, pois o cidadão que faz o pedido do BPC vai ao local responder questionários e levar documentos. No entanto, as agências do INSS estão fechadas até 22 de maio, por causa da pandemia.

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