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Justiça do Trabalho

Ações judiciais trabalhistas disparam em 2021 diante das novas relações provocadas pela Covid-19

Levantamento feito por especialistas mostra demissões e adoção do home office entre os motivos.

01/11/2021 16:00:02

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Ações judiciais trabalhistas disparam em 2021 diante das novas relações provocadas pela Covid-19 Pexels

Um levantamento feito pelo escritório de advocacia LG&P constatou que o volume de novas ações na Justiça do Trabalho, de janeiro a junho de 2021, é quase 30% maior do que no mesmo período de 2020.

Entre as principais causas estão as demissões e as novas relações entre empresas e funcionários à distância durante a pandemia.

O desemprego também foi um fator que favoreceu o aumento de processos. Isso porque, muita gente foi demitida sem receber os direitos garantidos por lei, é o que afirmou o coordenador jurídico da LG&P Advocacia, André Oliveira Moraes.

“A gente teve um grande volume de empresas que fizeram demissões, inclusive em massa, sem condições de pagar as verbas rescisórias desses funcionários. Então muitos deles foram à Justiça do Trabalho para receber a rescisão, para conseguir a guia para levantar o FGTS ou para conseguir se habilitar no programa de Seguro-Desemprego.”

Disputas na Justiça 

As disputas na Justiça não param de aumentar: no primeiro semestre de 2019, antes da pandemia, 620.742 novos processos deram entrada nos fóruns do país. Em 2020, esse número subiu para 687.467 e chegou a 891.182 neste ano, mostra o levantamento.

A principal queixa é sobre o recebimento de horas extras: 2 milhões de processos em andamento, que somam R$ 225 bilhões.

“Uma boa parte deles é solucionada no Judiciário por meio de conciliação, de acordo. O que a gente percebe é que o Judiciário, ao apreciar as provas, ao julgar os casos em que não há um acordo, ele tem se posicionado no sentido de deferir as horas extras”, disse Moraes.

Os especialistas acreditam que nos próximos anos os processos trabalhistas podem continuar aumentando, principalmente por causa do home office, já que muitos trabalhadores reclamam das condições oferecidas.

“As empresas não estão pagando auxílio de custo para o funcionário usar internet dele, a luz dele. Muitas vezes usam o próprio equipamento, computador pessoal, estão trabalhando na mesa de jantar, na sala, numa cadeira inadequada para um trabalho de oito horas, numa posição desconfortável. Isso está aumentando os problemas médicos”, explicou o advogado trabalhista Paulo Sérgio Ferro.

Fonte: com informações da CNN

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