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CAIXA TEM

PF prende funcionários da Caixa por fraudes no CAIXA TEM

Prisões preventivas miram esquema que desviou R$ 600 mil de benefícios sociais e FGTS de clientes.

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PF prende funcionários da Caixa por fraude no CAIXA TEM

PF prende funcionários da Caixa por fraudes no CAIXA TEM

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã da última sexta-feira (19), a segunda fase da Operação Farra Brasil 14, voltada à investigação de um esquema de fraudes milionárias envolvendo o aplicativo CAIXA TEM. A ação ocorre em parceria com a Corregedoria da Caixa Econômica Federal e a Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude.

Seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Durante a operação, um funcionário da Caixa foi preso em flagrante após alterar dados de aproximadamente 150 clientes, causando prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil.

O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e responderá pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informação, permanecendo à disposição da Justiça do Rio de Janeiro.

Como funcionava o esquema de fraudes

Segundo a PF, a organização criminosa oferecia propina a funcionários da Caixa Econômica e de casas lotéricas para obter acesso indevido a contas de terceiros. O esquema envolvia saques irregulares de FGTS, Seguro-Desemprego e benefícios sociais do Governo Federal. Em um dos casos, um único funcionário recebeu mais de R$ 300 mil para facilitar os acessos ilegais.

A maior parte das vítimas são beneficiários de programas sociais, mas trabalhadores em geral também foram afetados. Desde a criação do CAIXA TEM, em abril de 2020, 749 mil processos de contestação foram registrados, e a Caixa ressarciu mais de R$ 2 bilhões.

Na primeira fase da operação, realizada em abril de 2025, 23 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e 16 investigados receberam medidas cautelares. As prisões desta sexta-feira foram decretadas após a PF reunir evidências de que o grupo continuava praticando fraudes.

Os investigados respondem por organização criminosa, furto qualificado, corrupção ativa e passiva, além de inserção de dados falsos em sistemas de informação.

A Caixa Econômica Federal foi contatada pela CNN, mas a instituição ainda não havia retornado.

Com informações da CNN

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