Os salários referentes ao mês de fevereiro de 2026, da competência de janeiro, devem ser pagos até esta sexta-feira, dia 6, data que corresponde ao quinto dia útil do mês e marca o prazo legal para o depósito da remuneração aos trabalhadores em todo o país.
O pagamento deste mês chega acompanhado de mudanças relevantes que impactam diretamente a renda dos brasileiros, especialmente por conta das novas regras do Imposto de Renda e do início do repasse do salário mínimo reajustado.
Isenção do Imposto de Renda amplia renda de trabalhadores
A partir de fevereiro, trabalhadores com renda mensal bruta de até R$ 5 mil passam a contar com isenção total do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A medida, anunciada pelo Ministério da Fazenda, deve beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros.
A isenção contempla empregados com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios de previdência, desde que a soma dos rendimentos mensais não ultrapasse o limite estabelecido. O benefício também se estende ao 13º salário.
Para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá um desconto parcial no imposto, aplicado de forma progressiva. Nesse caso, o valor do abatimento varia conforme a renda total, deduções legais e outras fontes de rendimento, o que impede a definição de uma tabela fixa para esse grupo.
Novo salário mínimo começa a ser pago em fevereiro
Outra novidade que entra em vigor neste mês é o pagamento do novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621. O reajuste representa um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior.
O cálculo do novo piso considera a variação acumulada do INPC em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%, somada ao crescimento real do PIB de 2024, estimado em 3,4%.
Segundo projeções do Dieese, o reajuste do salário mínimo deve movimentar aproximadamente R$ 81,8 bilhões na economia ao longo de 2026 e beneficiar cerca de 62 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores formais, aposentados e demais beneficiários da Previdência Social.
Ajustes na arrecadação e impacto fiscal
De acordo com estimativas do governo federal, o custo fiscal da ampliação da isenção do IRPF deve alcançar R$ 28 bilhões. Para equilibrar as contas públicas, houve aumento da tributação para cerca de 141 mil contribuintes com rendimentos mensais a partir de R$ 50 mil, além de parte daqueles que recebem dividendos.













