Os trabalhadores dispensados sem justa causa em 2026 devem observar as regras atualizadas do seguro-desemprego, benefício pago com base na remuneração anterior ao desligamento e nas normas definidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Neste ano, o valor mínimo das parcelas é de R$ 1.621, respeitando o piso atrelado ao salário mínimo vigente.
A atualização anual dos parâmetros do benefício considera indicadores econômicos oficiais e impacta diretamente o cálculo das parcelas, a análise de elegibilidade e o planejamento financeiro de trabalhadores e empresas.
Como funciona o cálculo do seguro-desemprego em 2026
Para definir o valor que o trabalhador vai receber, é utilizada a média dos três últimos salários antes da demissão. Esse cálculo serve como base para enquadramento nas faixas oficiais do benefício.
Na prática, a regra funciona por intervalos de remuneração média:
- Para salários médios mais baixos, aplica-se um percentual direto sobre a média salarial;
- Para faixas intermediárias, há uma combinação entre parcela fixa e percentual sobre o valor excedente;
- Para remunerações mais elevadas, o benefício atinge um teto e passa a ter valor fixo.
Mesmo após o cálculo, a legislação estabelece que nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo. Assim, se o resultado for menor, o trabalhador recebe automaticamente o valor mínimo de R$ 1.621.
Valor mínimo e teto do benefício em 2026
Em 2026, o seguro-desemprego possui limites definidos para pagamento:
- Parcela mínima: R$ 1.621;
- Parcela máxima: R$ 2.518,65.
Isso significa que trabalhadores com salários mais altos não recebem valores proporcionais ilimitados, pois o benefício segue um teto estabelecido nas regras oficiais.
Quantas parcelas o trabalhador pode receber
A duração do seguro-desemprego não é fixa e depende do tempo de vínculo empregatício comprovado antes da dispensa. Quanto maior o período trabalhado, maior tende a ser o número de parcelas concedidas.
De forma geral, o benefício é pago da seguinte forma:
- Três parcelas para quem comprovar ao menos seis meses de trabalho;
- Quatro parcelas para quem tiver trabalhado por 12 meses;
- Cinco parcelas para quem comprovar 24 meses ou mais de atividade.
Essa análise considera o histórico recente de trabalho formal do segurado.
Quem pode solicitar o seguro-desemprego
O benefício é destinado principalmente aos trabalhadores com carteira assinada (CLT) dispensados sem justa causa, incluindo empregados domésticos. Também há previsão de concessão em situações específicas previstas na legislação.
Podem ter direito ao seguro-desemprego:
- Trabalhadores dispensados sem justa causa;
- Casos de dispensa indireta, quando há falta grave do empregador;
- Empregados com contrato suspenso para qualificação profissional;
- Pescadores profissionais no período de defeso;
- Trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão.
Por outro lado, não têm acesso ao benefício aqueles que possuem outra fonte de renda formal, estejam empregados novamente ou recebam benefício previdenciário contínuo, exceto pensão por morte e auxílio-acidente.
Situações que podem interromper o pagamento
O pagamento do seguro-desemprego pode ser suspenso ou cancelado caso o trabalhador seja recontratado com carteira assinada durante o período de recebimento ou passe a exercer atividade remunerada formal.
Além disso, a acumulação com outros benefícios trabalhistas não é permitida, conforme as regras vigentes.
Como solicitar o seguro-desemprego em 2026
O pedido do benefício pode ser feito por canais digitais ou presenciais. Entre as opções disponíveis estão:
- Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital;
- Portal gov.br;
- Atendimento presencial nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, mediante agendamento pelo telefone 158.
Para formalizar a solicitação, o trabalhador deve apresentar o requerimento do seguro-desemprego fornecido pelo empregador no momento da rescisão sem justa causa, além do CPF e demais dados cadastrais exigidos no sistema.
Pontos de atenção para o público contábil e departamento pessoal
Para profissionais da contabilidade e do departamento pessoal, a correta informação dos dados rescisórios e da remuneração média é essencial para evitar divergências no acesso ao benefício.
A conferência dos três últimos salários, do motivo da dispensa e do tempo de vínculo empregatício influencia diretamente o valor das parcelas e a quantidade de meses de pagamento, reforçando a importância da precisão nas rotinas trabalhistas em 2026.













