A Receita Federal espera receber 44 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 2026, segundo projeções divulgadas nesta segunda-feira (16). O número é levemente superior ao volume registrado em 2025, quando foram entregues 43,5 milhões de declarações. O prazo de envio da declaração do Imposto de Renda 2026 começa em 23 de março e termina em 29 de maio. De acordo com as informações divulgadas, a alta ocorre mesmo após a lei da reforma da renda (nº 15.270 de 2025), que isentou do IR os contribuintes que recebem até R$ 5.000 ao mês.
Segundo o Fisco, 20 milhões de brasileiros ficarão isentos após a nova regra, dos quais 10 milhões já eram beneficiados. Ainda assim, o impacto mais expressivo da reforma da renda sobre as estatísticas de declarações só deverá aparecer na edição de 2027 do IRPF, já que as declarações entregues em 2026 se referem aos rendimentos recebidos em 2025. A Receita também compartilhou projeções para as restituições e informou que o Ministério da Fazenda divulgou expectativas de declarações por estado, com São Paulo na liderança, ao registrar 13,7 milhões de informes esperados.
Receita projeta alta no número de declarações do IRPF 2026
A estimativa da Receita Federal para o Imposto de Renda 2026 aponta para o recebimento de 44 milhões de declarações.
O volume projetado representa leve crescimento em relação ao resultado de 2025, quando foram registradas 43,5 milhões de declarações de IRPF.
A projeção foi divulgada nesta segunda-feira (16), data em que o Fisco também apresentou outros números relacionados ao envio das declarações e ao pagamento das restituições.
Com isso, a Receita trabalha com expectativa de aumento no total de documentos recebidos, mesmo em um cenário de ampliação da faixa de isenção do imposto.
Prazo de envio vai de 23 de março a 29 de maio
O calendário informado para o Imposto de Renda 2026 prevê início do prazo de entrega em 23 de março e encerramento em 29 de maio.
Esse período será o intervalo oficial para que os contribuintes enviem a declaração referente aos rendimentos obtidos no ano anterior.
A definição do prazo é um dos pontos centrais da temporada de declaração, porque estabelece o período em que os contribuintes devem prestar contas à Receita Federal.
No caso do IRPF 2026, o cronograma foi apresentado junto com as projeções oficiais de entrega.
Reforma da renda elevou faixa de isenção, mas efeito maior ficará para 2027
O avanço esperado no número de declarações ocorre, segundo as informações divulgadas, mesmo depois da lei da reforma da renda (nº 15.270 de 2025).
A norma isentou do Imposto de Renda os contribuintes que recebem até R$ 5.000 ao mês.
Ainda assim, a Receita Federal informou que o efeito mais amplo dessa mudança sobre as estatísticas de entrega não deverá aparecer integralmente no Imposto de Renda 2026.
Isso ocorre porque as declarações enviadas em um ano refletem os ganhos recebidos no exercício anterior. Em outras palavras, a prestação de informações feita em 2026 se refere às receitas de 2025.
Por esse motivo, conforme o material original, os impactos maiores da reforma da renda nas estatísticas do Fisco serão divulgados na edição de 2027 do IRPF.
Receita diz que 20 milhões ficarão isentos com a nova regra
Segundo o Fisco, 20 milhões de brasileiros ficarão isentos após a nova regra prevista na reforma da renda.
Desse total, 10 milhões já eram beneficiados anteriormente.
Os números mostram o alcance da mudança promovida pela lei nº 15.270 de 2025, embora o reflexo mais significativo nas estatísticas de entrega ainda dependa do ciclo seguinte de declaração.
A informação foi apresentada no contexto da explicação sobre por que a projeção de declarações do Imposto de Renda 2026 segue elevada, mesmo com o aumento da faixa de isenção.
Declarações de 2026 refletem rendimentos recebidos em 2025
A Receita Federal destacou que há uma diferença temporal entre a mudança na tributação mensal e o reflexo disso no volume de declarações.
De acordo com a explicação apresentada, as declarações entregues em 2026 dizem respeito aos rendimentos recebidos em 2025.
Esse ponto é central para entender por que a ampliação da faixa de isenção ainda não reduz de forma mais expressiva a estimativa do Fisco para este ano.
Assim, embora a nova regra já altere a tributação sobre salários e rendimentos correntes, os dados estatísticos do IRPF 2026 ainda estão vinculados ao ano-calendário anterior.
Efeito da isenção já aparece no bolso de parte dos contribuintes
Embora o impacto mais amplo sobre as estatísticas de entrega deva aparecer apenas em 2027, o material informa que, no bolso de quem recebeu a isenção, as diferenças já podem ser sentidas.
Isso ocorre porque o Imposto de Renda retido no momento do recebimento dos salários é declarado de forma automática mensalmente.
Segundo a reportagem original, apenas 13,5% das pessoas beneficiadas pela redução do IR em 2026 afirmam que o dinheiro economizado foi usado para aumentar o consumo.
Esse dado foi atribuído à pesquisa da consultoria Plano CDE.
A informação ajuda a contextualizar os efeitos práticos da redução do imposto sobre a renda mensal dos contribuintes alcançados pela nova regra.
Lógica do ajuste anual
Ao comentar o funcionamento do sistema, José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do IR 2026, declarou:
“Toda a tributação é feita mensalmente e tem uma declaração de Imposto de Renda no ano seguinte para ajustar: aquelas pessoas que pagaram a mais do que deviam têm direito à restituição e quem pagou a menos tem um imposto para complementar”.
A declaração reforça a lógica de funcionamento do ajuste anual do Imposto de Renda.
Segundo a explicação, o recolhimento ocorre de forma mensal ao longo do ano, e a declaração apresentada no exercício seguinte serve para verificar se houve pagamento a maior ou a menor.
Quando o contribuinte recolheu mais imposto do que deveria, passa a ter direito à restituição. Quando recolheu menos, precisa complementar o valor devido.
Ministério da Fazenda divulga projeções por estado
O material também informa que o Ministério da Fazenda divulgou as expectativas de declarações por estado em 2026.
Segundo os dados citados, São Paulo lidera o ranking, com 13,7 milhões de informes esperados.
A fonte original informa ainda que haveria um detalhamento por estado “abaixo”, mas esse conteúdo não foi apresentado integralmente no material encaminhado. Por isso, não há como reproduzir os demais números sem extrapolar as informações efetivamente disponíveis.
Ainda assim, permanece a informação oficial de que São Paulo aparece na primeira colocação entre os estados em expectativa de declarações.
Receita compartilha projeções para restituições do IRPF 2026
Além das estimativas de entrega, a Receita Federal compartilhou projeções para o pagamento das restituições do IRPF de 2026.
Segundo o material, serão 45 milhões de declarações beneficiadas.
A previsão foi apresentada em conjunto com a divisão dos pagamentos em 4 lotes.
O texto original menciona a expressão “entenda aqui como funcionarão os prazos”, indicando a existência de conteúdo complementar sobre o cronograma, mas esse detalhamento não foi incluído no material fornecido.
Dessa forma, o que pode ser preservado com fidelidade é a informação de que a Receita projetou 45 milhões de declarações beneficiadas nas restituições do IRPF 2026 e organizou os pagamentos em quatro lotes.
Pagamentos serão feitos em quatro lotes
As expectativas de restituição apresentadas pela Receita Federal ficaram distribuídas da seguinte forma:
1º lote – 9 milhões de contribuintes;
2º lote – 9 milhões de contribuintes;
3º lote – 4 milhões de contribuintes;
4º lote – 1 milhão de contribuintes.
Esses são os quantitativos informados no material para cada um dos lotes de restituição do Imposto de Renda 2026.
Como o texto original não trouxe outras explicações sobre datas específicas de pagamento ou critérios adicionais de prioridade nesse trecho, esses elementos não podem ser ampliados sem alterar o conteúdo da fonte.
O que os números mostram sobre o IRPF 2026
Os dados divulgados indicam que a Receita Federal trabalha com expectativa de crescimento moderado no volume de declarações, passando de 43,5 milhões em 2025 para 44,0 milhões em 2026.
Ao mesmo tempo, o material destaca que a ampliação da faixa de isenção promovida pela reforma da renda ainda não deve produzir, neste ciclo, um recuo mais expressivo nas estatísticas de entrega.
A explicação apresentada para isso é temporal: as declarações feitas em 2026 refletem os rendimentos recebidos em 2025, enquanto os efeitos mais robustos da nova regra sobre as estatísticas do Fisco só devem aparecer na edição de 2027.
No campo das restituições, a Receita também apresentou projeções amplas, com 45 milhões de declarações beneficiadas distribuídas em quatro lotes.













