O contribuinte que quiser ampliar as chances de receber a restituição do IR 2026 no primeiro lote deve enviar a declaração até o dia 10 de maio. A orientação considera que quem entrega a documentação no início do prazo e sem pendências sai na frente no pagamento, desde que também sejam respeitadas as prioridades previstas em lei.
O primeiro lote de restituição do IRPF será pago em 29 de maio, mesmo dia em que termina o prazo de entrega das declarações deste ano, e a Receita Federal estima pagar valores para 9 milhões de contribuintes nessa data.
A recomendação, porém, é que o envio da declaração do IR 2026 não seja feito com pressa nem com informações incompletas. Caso haja falhas nos dados informados, a declaração poderá ficar retida com pendências, o que impede a liberação da restituição.
Por isso, a orientação do órgão é não deixar a transmissão para a última hora e revisar com atenção todas as informações antes do envio, a fim de evitar a malha fina e atrasos no pagamento.
Neste ano, a Receita Federal pagará quatro lotes de restituição, e não cinco. O valor da restituição do IR 2026 dependerá do resultado do ajuste anual com o fisco. Além dos quatro lotes regulares, haverá também um lote especial em 15 de julho, destinado ao pagamento de restituições automáticas para contribuintes que não são obrigados a declarar, mas que têm direito a receber valores de até R$ 1.000.
Prazo de 10 de maio é estratégico para a restituição do IR 2026
O dia 10 de maio passou a ser uma data importante para quem busca receber a restituição do IR 2026 mais cedo. Isso porque o envio da declaração até essa data pode colocar o contribuinte em melhor posição para entrar no primeiro lote, desde que o documento seja transmitido sem erros, omissões ou inconsistências.
A regra prática é clara: quanto antes a declaração do IR 2026 for entregue, maior a vantagem no critério de desempate entre contribuintes com o mesmo nível de prioridade. A data e o horário da transmissão serão usados como critério de desempate, de modo que quem enviar antes terá vantagem sobre quem enviar depois.
Ainda assim, a antecipação só produz efeito positivo quando a declaração está correta. Se houver pendências, a restituição não será liberada, mesmo que a entrega tenha ocorrido logo no início do prazo. Por isso, a Receita reforça a necessidade de conferência cuidadosa das informações antes da transmissão.
Primeiro lote será pago em 29 de maio para 9 milhões de contribuintes
O primeiro lote da restituição do IR 2026 será pago em 29 de maio. A Receita Federal espera depositar os valores para 9 milhões de brasileiros nessa data. O segundo lote, previsto para 30 de junho, também deverá contemplar outros 9 milhões de contribuintes.
A expectativa do órgão é concentrar em maio e junho os chamados “megalotes” da restituição. Segundo a previsão apresentada, 80% dos contribuintes com direito à restituição deverão receber seus valores nesses dois primeiros pagamentos.
A distribuição estimada dos lotes será a seguinte:
- 1º lote: 9 milhões de contribuintes
- 2º lote: 9 milhões de contribuintes
- 3º lote: 4 milhões de contribuintes
- 4º lote: 1 milhão de contribuintes
O calendário regular de pagamento da restituição do IR 2026 será composto por quatro datas.
Calendário de pagamento da restituição do IR 2026
O calendário informado para os lotes de restituição é o seguinte:
1º lote — 29 de maio
2º lote — 30 de junho
3º lote — 31 de julho
4º lote — 31 de agosto
O valor será depositado na conta informada pelo contribuinte na declaração do IR 2026 ou por meio do Pix, desde que a chave cadastrada seja o CPF do contribuinte.
Lote especial pagará restituição automática em 15 de julho
Além dos quatro lotes regulares, a Receita também fará um pagamento especial em 15 de julho. Nessa data, serão pagos R$ 500 milhões em restituições automáticas para cerca de 4 milhões de contribuintes que não são obrigados a declarar o Imposto de Renda, mas têm direito a receber restituição de até R$ 1.000 cada.
Para receber essa restituição automática, o contribuinte precisa estar com o CPF regular e ter uma chave Pix cadastrada com o número do próprio CPF. Segundo as informações apresentadas, um dos perfis beneficiados por esse pagamento é o profissional que teve imposto descontado na fonte por ter trabalhado apenas alguns meses do ano passado, mas que não está obrigado a declarar porque não recebeu rendimento tributável acima de R$ 35.584 no ano.
Nesses casos, a Receita fará a declaração de forma automática. Com isso, o cidadão terá direito ao pagamento da restituição por Pix, desde que tenha criado essa chave e que ela corresponda ao seu CPF.
Quem tem prioridade no pagamento da restituição
A restituição do IR 2026 seguirá uma ordem de prioridade. Em caso de empate dentro da mesma faixa prioritária, valerá como critério de desempate a data e o horário de envio da declaração.
A ordem de prioridade informada é esta:
- Idoso com 80 anos ou mais
- Idoso com 60 anos ou mais, e pessoa com deficiência e com doença grave
- Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério
- Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix
- Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix
- Demais contribuintes
Essa ordem mostra que, além das prioridades legais, o uso de recursos como a declaração pré-preenchida e a escolha do Pix com chave CPF também influenciam a posição do contribuinte na fila de pagamento da restituição do IR 2026.
Dia 10 de maio também importa para quem tem imposto a pagar
O prazo de 10 de maio não é relevante apenas para quem quer receber a restituição mais cedo. Para o contribuinte que tiver imposto a pagar, essa também é a data-limite para optar pelo pagamento da primeira cota por débito automático.
Com isso, o dia 10 de maio concentra duas decisões importantes na rotina do contribuinte: antecipar a declaração do IR 2026 para aumentar a chance de entrar no primeiro lote de restituição e, no caso de imposto devido, garantir a possibilidade de quitar a primeira parcela por débito automático.
O que é a restituição do Imposto de Renda
A restituição é o valor pago a mais de tributo pelo contribuinte. Tem direito a receber quem, no ano anterior à entrega da declaração, recolheu mais do que deveria. Esse cálculo, porém, só é feito pelo fisco após a entrega da declaração de ajuste anual, que considera tudo o que o contribuinte ganhou ao longo do ano e os gastos que asseguram deduções legais. Quem ficou devendo deverá pagar e há ainda os que ficam no zero a zero, sem restituir nem pagar.













