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REGIME TRIBUTÁRIO

Regime tributário simplificado para profissionais liberais avança no Senado

Proposta cria um regime simplificado para profissionais liberais com arrecadação unificada e alíquota reduzida. Texto ainda será analisado pelo Plenário do Senado.

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Regime simplificado para profissionais liberais avança no Senado

Regime tributário simplificado para profissionais liberais avança no Senado Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou nesta quarta-feira (8) a Sugestão Legislativa (SUG) 3/2026, que propõe a criação de um regime tributário simplificado para profissionais liberais. Com a aprovação, a proposta deixa de ser uma sugestão popular e passa a tramitar como um projeto de lei complementar.

A iniciativa foi apresentada por meio do Portal e-Cidadania e recebeu parecer favorável do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE). O objetivo é reduzir a burocracia e simplificar o recolhimento de tributos para profissionais que atuam de forma autônoma, sem empregados ou estrutura empresarial.

Como funcionará o novo regime

Batizado de Microempreendedor Profissional (MEP), o novo modelo prevê um sistema simplificado de tributação voltado exclusivamente para profissionais liberais.

Pela proposta, o contribuinte recolherá 6% sobre o faturamento bruto mensal, em guia única, substituindo tributos como Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), contribuição previdenciária e Imposto sobre Serviços (ISS), conforme os limites e regras que ainda serão detalhados na futura regulamentação.

A arrecadação unificada busca reduzir custos administrativos e facilitar o cumprimento das obrigações tributárias por profissionais que hoje precisam lidar com diferentes impostos e declarações.

Quem poderá aderir

Segundo o texto aprovado pela comissão, poderão optar pelo regime os profissionais que atenderem simultaneamente aos seguintes requisitos:

  1. Receita bruta anual de até R$ 120 mil;
  2. Exercer a atividade sem empregados, sócios ou auxiliares;
  3. Não participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador.

O objetivo é direcionar o benefício aos profissionais que trabalham de forma individual, sem estrutura empresarial.

Benefícios esperados

Na avaliação dos defensores da proposta, o novo regime pode estimular a formalização de milhares de profissionais liberais, reduzindo a burocracia e os custos para quem atua por conta própria.

Entre os principais benefícios apontados estão:

  1. Simplificação do pagamento de tributos;
  2. Redução das obrigações acessórias;
  3. Maior previsibilidade da carga tributária;
  4. Incentivo à formalização de profissionais autônomos.

Os autores da proposta também argumentam que o modelo poderá ampliar a arrecadação ao incentivar a migração de trabalhadores da informalidade para um regime simplificado.

Diferença em relação ao MEI

Embora tenha características semelhantes ao Microempreendedor Individual (MEI), o novo regime foi pensado para atender uma categoria que hoje não consegue ingressar no modelo simplificado.

Diversos profissionais liberais regulamentados como advogados, médicos, engenheiros, arquitetos, psicólogos e contadores não podem ser enquadrados como MEI devido às restrições previstas na Lei Complementar nº 123/2006.

Com a criação do MEP, esses trabalhadores passariam a contar com um regime específico, adaptado às características de suas atividades profissionais.

Próximos passos

Como a sugestão foi acolhida pela Comissão de Direitos Humanos, ela será transformada em um projeto de lei complementar e seguirá para apreciação do Plenário do Senado. Caso seja aprovada, a matéria ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.

Se entrar em vigor, o novo regime poderá representar uma alternativa tributária para milhares de profissionais liberais que hoje recolhem impostos pelo carnê-leão, pelo Lucro Presumido ou por outros modelos de tributação mais complexos.

Com informações da Agência Senado

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