O tomador típico tem 37 anos. Jovens de 18 a 34 anos concentram 42,4% dos contratos, e a maior faixa isolada é a de 35 a 44 anos, com 32,7%. A participação jovem, porém, não vem crescendo: ela oscila ao longo dos meses, entre 38% e 50% na maior parte do período, com mínimo de 25% em maio de 2026, em linha com a retração do mercado após a entrada em vigor do teto de juros. Na série analisada, não há alta confirmada de jovens.
O jovem usa o crédito com régua curta
A diferença mais relevante do estudo não está em quem contrata, mas em como cada faixa etária usa o crédito. Os jovens tomam valores menores e por prazos mais curtos: entre 18 e 24 anos, o ticket médio é de R$ 1.661, cerca de 50% menor que o da faixa de 45 a 54 anos, que contrata em média R$ 3.303, praticamente o dobro. Entre pessoas com 55 anos ou mais, o valor médio chega a R$ 3.452.
O mesmo padrão aparece no comprometimento da renda e no prazo. Entre os mais jovens, o valor contratado equivale a algo entre 23% e 27% de um salário mensal, com prazo típico de 12 meses. Nas faixas acima de 45 anos, sobe para 33% a 38% da renda, com prazos de 18 a 24 meses. Em resumo: quanto mais jovem o tomador, menor o valor, o comprometimento relativo e o prazo.
Mais da metade está há menos de três anos no emprego atual
O estudo mostra também que 55,3% dos tomadores estão há menos de três anos na empresa em que trabalham hoje, 19,8% deles há menos de um ano. Entre os trabalhadores de 18 a 24 anos, o índice chega a 87%. O indicador mede o tempo no vínculo atual e funciona como uma aproximação da fase de carreira, não do tempo total de mercado.
Varejo e funções operacionais concentram a carteira
Por setor, o varejo e o comércio lideram, com 22,9% dos contratos, seguidos pela indústria (19%) e pelos serviços administrativos e de terceirização (15,4%),
O crédito também está concentrado na base das empresas: 56,3% dos contratos são de funções operacionais e, somadas as técnicas, o índice sobe para 84,9% da carteira. As ocupações mais frequentes são auxiliar de limpeza, vendedor, assistente administrativo, operador de produção e técnico de enfermagem. O ticket cresce pouco conforme o nível hierárquico, de cerca de R$ 1.500
Um produto de organização financeira
O perfil de uso é coerente com o que pesquisas de mercado apontam como as principais motivações para contratar consignado: emergência financeira (27%) e quitação de dívidas (25%) respondem, juntas, por mais da metade dos casos. Essas motivações vêm de levantamentos de mercado sobre a modalidade, e não da base de dados da Bull, que reúne
Contexto de mercado
O estudo acompanha a expansão do Crédito do Trabalhador, política lançada em março de 2025. Até janeiro de 2026, a modalidade superou R$ 101 bilhões em operações e 17 milhões de contratos, alcançando cerca de 8,5 milhões de trabalhadores CLT. Em abril de 2026
Fontes de mercado. Ministério do Trabalho e Emprego (jan/2026); Finsiders Brasil (jun/2026); Banco Central, via Viva (mai/2026).
Fonte: Bull Cred Tech












